Ai de mim se não anunciar o evagenlho

sexta-feira, 12 de março de 2010

CONHECER A SI MESMO

A palavra mística vem da palavra mistério, que significa aquilo que é incompreensível, aquilo que é inexplicável, pois é algo que vai alem dos limites do conhecimento. Por isso é um mistério, sendo assim, impenetrável à razão humana.

Dentro deste contexto, estudamos os gêneros espirituais, desenvolvendo uma doutrina de essência totalmente divina, sendo necessário realizar um encontro com Deus fazendo a acepção da experiência da descoberta da presença do uno na alma humana.

Logo, podemos dizer que a experiência mística é definida por um caminho onde o pensamento humano se identifica como pensamento divino, confluindo para a realização da unidade entre Deus e o ser humano.
Com a finalidade de encontrar-se com a luz divina, o místico percorre um caminho de elevação a Deus. Este caminho consiste na meditação e em uma vida extremamente simples. Pergunto a você hoje: é preciso fazer este caminho? Se for necessário, que caminho seguir para a empreitada desta busca? A resposta, parece-me
clara, é a via de conhecimento de si próprio, ja que antes de conhecer a Deus, o ser humano deve conhecer a si mesmo.

Conhecendo-se a si mesmo, aprenderemos a melhorar as nossas atitudes, e errar menos e compreender melhor os outros.

Socrates filósofo grego que viveu em Atenas por volta do século V A.C, dizia que quando uma pessoa toma juizo, ela simplesmente traz para fora algo que jaá está dentro dela. Daí, sua celebre frase; "HOMEM, CONHECE-TE A TI MESMO". Portanto, perceberemos que não há magia nem ingrediente secreto, apenas a pura e simples aventura de contemplação do EU, da substância do ser, de quem você realmente é.

Trabalho Pungente, mas de verdadeira realização da verdade, pois Deus reside na plenitude do ser, causa imanente da natureza humana.

Que o Espirito Santo de Deus nos ilumine para que possamos realizar o maior desafio do homem: Conhecer a si mesmo" e desta forma, realizar a experiência mistica do se sentir um só com a alma do universo, proclamando: " Guardai-me, ó Deus, porque é em vós que procuro refúgio, sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim ( Salmo 15, 1-2)

Paz e Bem!

Texto do Professor Abelardo Mascarenhas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

GED DE SERRINHA SE REUNE EM SANTA LUZ E REALIZA MAIS UM CURSILHAO

Com o objetivo de aprofundar os temas versados no cursilho de dois dias, reuniram-se do dia 28/fevereiro próximo passado as cidades que compoem o GED de SERRINHA-BA para realizar mais um CURSILHÃO visando aprofundar a nossa experiência na convivência com Jesus Cristo.

A abertura foi feita por Adalberto Neres Pinto Gordiano - Coordenador doGED, que faz uma breve colocação acerca da proposta para o encontro e mmostra que

optaram por trabalhar o tripé: ESTUDO, ORAÇÃO E AÇÃO com o objetivo de intensificar o pós cursilhoe criar uma dinâmica de luta para toda a diocese de SERRINHA. Pe. Antonio Elias Cedraz ´Acessor eclesial da diocese junto com a coordenação definiu os passos a serem seguidos neste encontro.

Presente no evento Pe. Teofanes - novo paroco de Santa Luz, que abrilhantou com a sua presença as nossas atividades. Inicialmente Os cursilhistas de Conceição do Coité fizeram o acolhimento e em seguida os irmãos de Retirolândia proclamaram o evangelho do dia (LC 9,28-36) E Naná reflete acerca da quaresma, tempo de transformação e atitudes concretas diante da proposta da CNBB na Campanha da Fraternidade. Ariselma faz a dinamica do abraço para promover a integração do grupo. Em seguida os irmãos de Capela do Alto alegre estimula o grupo com uma mensagem de Esperança e Cristina da mesma cidade fala-noa de Fé, explicitanto que tudo é inutil se a fé alimentada em Jesus Cristo se resumir em discursos que se esvaziam por falta das obras! O Nosso irmão Edney Mota de Conceição do Coité fala-nos de oração com testemunhos fortes de uma vivencia conhecida por todos nós. E volta a enfatizar o lema da carta de S. Tiago 2, 18ss que a oração sem ação emudece a fé. Pe. Elias faz uso da palavra e faz um aprofundamento acerca da CF destacando os pontos mais fortes do texto base da campanha. Pe. Theofanes (Theo) coloca-se com bastante enfase, desculpando-se por não conhecer a proposta do MCC e por está muito recente na paróquia de Santa Luz.

Deste encontro surgiram algumas propostas para a nossa ação concreta diante da preocupação com o ecossistema em todos os aspectos. Das propostasas que mais tomartam força foran:

1 - Abstinencia de produtos intoxicam o meio ambiente

2 - Fazer o cantinho da oração pelos núcleos de educação em suas respectivas escolas

3 - Fazer coleta seletiva em nossos encontros e dar um destino aos produtos selecionados de forma correta

4 - Resgatar o ensino religioso nas escolas

5 - Que cada membro do MCC traga o seu como e seu prato abdicando os copos plásticos e sacos

Finalmente os sacerdotes presente tomaram a palavra e fizeram uma breve celebração e por fim abençoaram em nome da rindade todos os presentes.

Texto: Professor Abelardo Mascarenhas  - Conselheiro do GED de Serrinha.

quinta-feira, 4 de março de 2010

DIÁLOGO COM A CONSCIÊNCIA



Há tempos atrás se contava com o ensino religioso nas escolas, recentemente foi retirado da grade curricular sem nenhuma explicação e introduzido eixos temáticos considerados muito importantes para a formação do individuo. Será mesmo que qualquer eixo é mais determinante para uma educação libertadora voltada para a fraternidade e a justiça do que o ensino religioso?

Era prática das escolas usarem este componente para complementar a carga horária dos professores no inicio do ano letivo. De que forma era ensinada não se sabe, o importante é que o jovem e o adolescente ouviam falar de Deus pelo menos uma vez por semana. Atualmente os nossos jovens estão ouvindo falar de outros “deuses” canta-se vou buscar Dalila... (apologia as drogas), eu sou o lobo mau vou te comer... (apologia a pedofilia), ela vai de saia e bicicletinha... (apologia a prostituição), e tantos outros dizeres que denigrem a imagem feminina e desvia o caráter e o comportamento da juventude. Estes são alguns “deuses” oferecidos pelo mundo e cultuados pelos jovens, que apesar de tudo isso, estão sedento de amor e de libertação dados por Jesus Cristo.

Em uma época pós moderna de globalização, de avanço tecnológico em que as redes se cruzam cotidianamente em favor da evolução nos deparamos frequentemente com o abate humano, jovens são tombados e ainda o ensino religioso é coisa do passado. Retira-se do currículo a palavra de Deus e petrifica ainda mais o ser humano.

O que se vive e se aprende na Escola não pode ser reduzido nem ao currículo nem as competências, mas acrescentar o amor, a compreensão, a fraternidade e o compromisso de educar a exemplo do maior mestre de todos os tempos. Ele não precisava registrar matérias, não se desesperava como conteúdo a ser ministrado nem com a forma de avaliação ele sabia o que queria: construir a civilização do amor. Ele formava pessoas melhores. Ninguém foi obrigado a segui-lo, não havia lista de presença e mesmo assim a multidão se encantava com seus ensinamentos-ele tinha o que dizer e acreditava no que dizia, por isso foi tão marcante. Por que ninguém avalia os sentimentos, as relações, as descobertas, nem o aprender sobre si mesmo, o mundo e os outros?

É preciso refletir sobre a educação atual, em que o homem é tratado como mero produto de práticas sociais servindo para elevar as estatísticas de ações governamentais atreladas ao sucesso das campanhas políticas. É preciso desenvolver projetos em que o homem seja protagonista da paz.

Cecília Meireles no poema Elegia sobre a morte de Gandhi, diz que ele construía “diques de paz”. É com este sentimento que as escolas podem adotar uma cultura de paz e o exercício da cidadania baseando-se nos preceitos do evangelho. Jesus cristo está disponível para entrar na vida dos alunos e cabe a nós professores cristãos apresentar o cristo aos nossos alunos formando assim uma legião de construtores de “diques de paz”. Em tempos de conflitos e violência a escola precisa mudar e não pode mudar sozinha. Ela está intimamente ligada a nós educadores que somos agentes de transformação e podemos humanizá-la com a força da nossa fé em Jesus ressuscitado.

Gandhi era indiano tinha a sua cultura própria, mas, acreditava no cristianismo. Não era professor, porem tinha uma idéia sobre o que é educação. Ele dizia que “A verdadeira educação consiste em por a descoberto o melhor de uma pessoa. Que livro é melhor que o livro da humanidade?”

Perder de vista o ensino religioso é novamente crucificar o cristo não em um madeiro, mas numa cruz de PVC.

Texto: Acrisia Ferreira da Silva
Coordenadora da Escola de Mensageiros do GED

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PROGRAMAÇÃO DO CURSILHÃO 28.02.2010

  8.30 h - Recepção/cafezinho - Santa Luz
  9.00 h - Oração/Dinâmica - Retirolândia
  9.30 h - Cânticos/Animação
  9.40 h - Plénario mensagen sobre FÉ - exposição Cristina
10.10 h - Grupos
10.40 h - Plenário mensagen sobre ORAÇÃO - exposição Ednei
11.10 h - Grupos
11.40 h - Almoço partilhado
13.00 h - Animação/Dinamica
13.20 h - Plenário sobre Ação na CF 2010 - exposição Pe. Elias/Moises
13.50 h - Grupos proposta para ação
14.20 h - Encerramento

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SOBRE CORPOS ESTRANHOS INTRODUZIDOS NO CURSILHO (I)

Pe. José Gilberto Beraldo
Ao participar de um Cursilho pela primeira vez, em 1967, um dos seus impactos mais significativos para mim - naquela época sacerdote já há quase dez anos - foi o silêncio solicitado na primeira noite. Digo mal, não solicitado, mas como que imposto.
Com o passar do tempo, trabalhando em dezenas e dezenas de outros Cursilhos, é que pude dar-me conta da importância e valor do silêncio naquele exato momento. Se você for um dos responsáveis do MCC, você sabe do que estou falando.
Depois de tantos e tantos cursilhos, estou mais convencido ainda de sua absoluta necessidade. Não já como imposição, mas agora mostrando claramente sua oportunidade e necessidade. Aliás, técnicas atuais de meditação e interiorização, ainda que nada ou muito pouco tendo a ver com esta ou aquela religião, estão valorizando o silêncio e a meditação pessoal. Até empresas modernas têm introduzido a possibilidade de momentos de silêncio. E o fazem com vistas a que? A que os funcionários reencontrem seu ponto de equilíbrio para que a produção seja mais eficiente.Pois bem: o silêncio que solicitamos na primeira noite do Cursilho parece seguir uma tradição enraizada na espiritualidade espanhola, a dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Parece que os iniciadores do MCC adotaram essa tradição que visa a mostrar aos cursilhistas seus benefícios, estando no contexto do clima que desejamos criar durante todo o tempo de duração do próprio Cursilho. Ao sugerir que “nos afastemos do mundo” (agora prevendo, também, os sinais sonoros ou vibratórios dos telefones celulares...) pretendemos dizer que qualquer interferência externa oderia ser prejudicial num tão raro e importante momento na vida de uma pessoa. Que é, sem dúvida, o momento do discernimento sobre sua opção de vida e sobre os rumos que ela deverá tomar daí para a frente. Tudo o que vier de fora, neste precioso “intervalo” na vida cotidiana do cursilhista, será, portanto, uma intromissão indébita. Virá interferir nas decisões e projetos de vida do cursilhista. Virá, como costumamos dizer, “quebrar o silêncio”, tradicionalmente ligado ao canto do de Colores logo na manhã do primeiro dia. Não o silêncio de boca, mas o grande silêncio da oportunidade que lhe é oferecida.
Num dos documentos referenciais do MCC lê-se que “o retiro da primeira noite (= silêncio) é uma amada... à autenticidade reflexiva e sincera, diante da realidade de Deus, Pai do filho pródigo, que está se proximando de nós... e nos contempla. Não é outra coisa senão atualizar o costume e a atitude do Senhor que, antes dos grandes acontecimentos de sua vida apostólica, se retirava e se preparava, durante a noite, nosilêncio e na oração.... o fim do retiro é predispor (o cursilhista) ao chamamento de Deus, despertando uma atitude de busca e procurando que esta inquietação seja sadia, reta sincera e esperançosa” (Cf “Ideário” p.83). Ora, naturalmente pode-se deduzir que tal atitude será apropriada para durante toda a duração do Cursilho.
Neste contexto é que entra a introdução de alguns corpos alheios ao Cursilho e, por isso, extremamente prejudiciais ao cursilhista. Um desses “corpos estranhos” são as tais “mensagens”, cartas, cartões, bilhetinhos e outros recados coletados entre familiares e amigos.
Provenientes do antigo costume de ler-se as “alavancas”, foram estas, pouco a pouco, sendo entregues nas mãos dos participantes. Daí à entrega de bilhetes, de cartas e de “mensagens” cujos conteúdos mais apelam à emotividade forçada do que favorecem uma parada consciente do participante, foi um passo. Tem-se conhecimento de certo GED que permite, a certa altura do Cursilho, a entrada de uma pessoa fantasiada de carteiro que despeja, diante dos cursilhistas atônitos e “emocionados” um saco de correspondência que traz às costas (acredite se quiser...). Acrescente-se que outros movimentos, alguns até originados de nossos Cursilhos, levaram tal iniciativa ao exagero tentando introduzi-la na origem. De forma que, em certos Cursilhos, enquanto alguns recebem uma verdadeira enxurrada de mensagens, outros ficam “esquecidos”... Esse é um dos aspectos nocivos dessa “invenção” estranha à dinâmica do Cursilho. O outro, pior talvez e mais grave, está na introdução de elementos que em nada ou em muito pouco ajudam a opção e o sério compromisso de conversão do cursilhista.
Opção e compromisso que ele deveria assumir, só ele mergulhado no silêncio de seu  coração, de sua mente e de todo o seu ser diante da misericórdia e do infinito amor de Deus. Dê-se-lhe, por favor, um tempo! Deixemo-lo, pelo menos por algumas horas, dono de suas próprias decisões! O homem e a mulher desta nossa tão controvertida pós-modernidade têm necessidade de um pouco de solidão e de interiorização.
Ofereçamos um presente original a esses homens e a essas mulheres que estão participando de um Cursilho. Ofereçamos a eles o grande, imenso, oportuno e precioso presente do nosso silêncio solidário abstendo-nos de tais interferências. Deixemo-los, finalmente, a sós com Deus! Pelo menos nestes três dias que podem ser decisivos!
Amanhã, tenho certeza absoluta, eles e elas haverão de nos agradecer!
http://www.cursilho.org.br/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

SOBRE CORPOS ESTRANHOS INTRODUZIDOS NO CURSILHO (II)

Pe. José Gilberto Beraldo

Tenho chamado de “corpos estranhos” tudo o que veio sendo introduzido nos três dias do Cursilho à revelia dos seus objetivos e dos meios para alcançá-los. Assim, no primeiro artigo desta série, tratei de analisar a inoportunidade das tais mensagens entregues aos montes aos participantes do Cursilho, bem como a interferência indébita das mesmas num momento tão delicado e íntimo, momento de decisão pessoal e intransferível pelo qual está passando o cursilhista.
Nesse mesmo contexto, levanto outra indagação, agora sobre o assim chamado “folclore” (termo, a meu ver, inteiramente desfocado no caso dos Cursilhos). Por que cantar durante o Cursilho? No que consiste, para o cristão, a verdadeira alegria? Continuam ainda alguns a crer que o canto deveria ir aumentando de intensidade de seus decibéis à medida em que progridem os três dias... Isso teria por objetivo contribuir para aumentar o “entusiasmo” e a “alegria”, até chegar a uma espécie de êxtase na noite do terceiro dia, o que vale dizer, no Encerramento. O tom com que cursilhistas e dirigentes “bradam” o De Colores seria, dizem, o termômetro do entusiasmo, da alegria , da entrega e até da profundidade da conversão de todos. E se fosse cantado em espanhol, o poder de contágio exercido pelo De Colores seria muito maior passando a idéia aos presentes de que houve “conversão” em massa, mesmo que “cantar” não fosse o forte de todos...
Primeiro quanto ao De Colores. Ao lado de interpretações sensatas, acabou por se criarem alguns absurdos como o de considerar o De Colores o hino oficial do Movimento de Cursilhos. Aliás, sobre o De Colores assim se expressa o próprio iniciador do MCC, D. Hervás: “De Colores é o título de uma canção popular espanhola dos anos 40 que se iniciava exatamente por estas duas palavras e se tornou famosa entre os cursilhistas.
Alguns pretenderam dar-lhe a importância de um ritual, ou de um simbolismo e, até, de certa forma de expressão do estado de consciência: “De Colores” significaria “estado de graça”. Todavia essa não foi a intenção primeira. Era simplesmente uma canção popular muito em voga entre os jovens nos dias iniciais dos Cursilhos, de letra simples e até ingênua, que foi empregada como meio de descontração. E nada mais do que isso”. Até aqui D. Hervás, desmistificando o De Colores.
Afinal, para que serve o canto num Cursilho? Simplesmente e sem maiores complicações, para: a) para fixar o conteúdo da mensagem (daí porque ocorre antes ou depois dela); b) para descontrair, sem distrair; c)para conscientizar sem levar à alienação; d) para facilitar um clima de sã alegria sem excessos, muito menos, sem cair na ingenuidade ou no ridículo. Por tudo isso compreende-se a necessidade de os cantos serem pertinentes, oportunos e condizentes com as mensagens que foram ou serão proclamadas; de serem músicas e letras cujo conteúdo facilite não só a compreensão de cada uma das mensagens, como também ajude a criar clima interior propício para a conversão e o compromisso com a prática da Palavra de Deus e com as opções prioritárias de nossa Igreja Católica no Brasil. A propósito: nos “tempos fortes” de evangelização na Igreja (Campanha da Fraternidade, na Quaresma ou Advento e outros) por que não usar os respectivos cantos na celebração das Missas, nos Cursilhos?
Nessa linha, além de já podermos contar com uma série de cantos e canções bastante variada e de ótima qualidade e oportunidade (vejam-se os inúmeros exemplos contidos nas publicações de cantos pastorais), fazem-se necessárias criatividade e adaptação inteligente, nunca esquecendo da palavra de Jesus: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor! Senhor!’ entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7, 21). Assim, e dando um exemplo banal, em nenhum momento do Cursilho e em nenhuma mensagem deveria existir preocupação com “a igreja que sobe ou com o céu que desce ou com anjos que voam para cima e para baixo e por todos os lados...” A Igreja foi pensada por Cristo e teve seu tempo iniciado no dia de Pentecostes para ter os pés fincados aqui na terra e estar comprometida com a História onde continua a missão libertadora e redentora do Senhor Jesus. Para isso são chamados os que desejam ser seguidores de Jesus. E, por falar nisso, é bom que a gente recorra a um documento normativo do Papa João Paulo II sobre a “missão e vocação dos leigos na Igreja e no mundo” (Christifideles Laici, 1987). Ali, num dos ‘critérios de eclesialidade’, critérios pelos quais devem pautar-se todo ‘movimento ou associação de fiéis leigos’, ensina o Papa: “...o empenho de uma presença na sociedade humana que, à luz da doutrina social da Igreja, se coloque a serviço da dignidade integral do homem. Assim, as agregações dos fiéis leigos devem converter-se em correntes vivas de participação e de solidariedade para construir condições mais justas e fraternas no seio da sociedade” (ChL 30). Nessa direção e na dos demais ‘critérios de eclesialidade’ é que deveriam ser encaminhadas, a meu ver, todas as iniciativas e toda a dinâmica dos Cursilhos, incluído aí o canto ou, se se preferir, o “folclore”.
Então, seria eu contra os assim ditos cantos de louvor e outros (sucessos de venda em CDs. etc.) e que abundam na maioria quase absoluta de encontros e reuniões de Igreja? Não, não sou contra. Sou, sim, a favor de que nos Cursilhos o canto seja adequado à mensagem ou às mensagens que se estão passando aos cursilhistas.
Estou cada dia mais convencido, depois de meu longo ministério no MCC, de que a autêntica alegria nos Cursilhos não está condicionada aos cantos por mais maravilhosos e emotivos que eles sejam. A mais autêntica, espontânea e explosiva alegria, brota, isto sim, da volta para a Casa e do encontro ou do reencontro com o Pai; do abraço apaixonado, amoroso e terno do mesmo Pai rico em misericórdia; da acolhida fraterna e solidária de uma comunidade orante e operante das coisas do Reino; do calor do Espíritodo Senhor consolando, inspirando e fortalecendo. É em momentos como esses que a emoção nascida do mistério do amor e do perdão, toma conta e invade todo o ser de homens e mulheres que se aventuram nessa jornada de volta que é o Cursilho. Ao mesmo tempo louvando e agradecendo a Deus, mantêm os pés no chão da vida, antevendo os desafios do compromisso na luta por uma sociedade fraterna, justa e solidária. Retomando e resumindo: a verdadeira alegria e emoção, nos Cursilhos, devem brotar do mistério do amor, da misericórdia e do perdão oferecidos pelas entranhas misericordiosas do Pai.
Por último, é preciso não perder de vista que nos dias que correm, está-se supervalorizando a música. Nada contra. Se esta é a marca registrada da nossa cultura, não há porque não aproveitar o momento singular – inspiração, sem dúvida, do “Espírito que sopra onde quer” (Jo 3,8) – para fazer chegar ao evangelizando a mensagem libertadora e redentora do Senhor Jesus. Entretanto, uma coisa é fazer da música e do canto um instrumento. Outra, completamente diversa, é tentar colocar nela toda a força da mensagem, arrancando emoções e lágrimas que, geralmente, esvaem-se e secam ao terminar a última nota do último canto do De Colores no último momento do Encerramento. Momento esse que, se se resumir-se puramente em lágrimas e emoções superficiais, será também o último no qual esse cursilhista vai aparecer! A longa prática dos Cursilhos está a nos lembrar tudo isso!
http://www.cursilho.org.br/

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Setores Diocesanos

RETIROLÂNDIA
Rua Miguel Passarinho,34
Retirolândia Bahia
75.8123.1127
Coordenadora: Rosália de Oliveira Ramos
rosalia1137@hotmail.com

CAPELA DO ALTO ALEGRE
Povoado de Conceição
Capela do Alto Alegre - Bahia
75.8193.6309
Coordenador: Cristiano Cardoso da Silva
cristianodecolores@hotmail.com

NOVA FÁTIMA
Rua Herminio Prado 86
Nova Fátima - Bahia
75.3234.1335
Coordenadora: Maria Norma S.Visitação

SANTA LUZ
Praça MAriana Barbosa,38
Santa Luz - Bahia
75.3265.3521
Coordenadora: Catiane Pererira Reis
katy-reis@hotmail.com

CONCEIÇÃO DO COITE
Rua Carlos Gomes 389
Conceição do Coite - Bahia
75.3262.6068
Coordenador: Ednei Mota da Silva
ednei_mota@hotmail.com

GAVIÃO
Av.joão Durval Carneiro s/nº
Gavião - Bahia
75.8195.3110
Coordenador: Acacia Costa de Souza

ICHU
Av.Elvira Freitas Ferreira, s/nº
Ichu - Bahia
75.3684.2026
Coordenadora: Gleyce Tamara C.Oliveira

BIRITINGA
1ª Travessa do Ipiranga
Biritinga - Bahia
75.9240.4462
Coorenadora: Leina Brito Marques
maosqueevangelizam@r7.com

Estatuto

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NOVA DIRETORIA DO GED 2010/2012

 Assessor Eclesiástico: Pe. Antonio Elias Souza Cedraz (Retirolândia)
 Assessor Eclesiástico Adjunto: Pe. Genivaldo (Valente)
Coordenador: Adalberto Neres Pinto Gordiano (Coité)
Vice – coordenadora: Jussara Borges Alves (Santa Luz)
1ª Secretária: Dione Cedraz Araujo (Coité)
2ª Secretária: Gisa Graciele da Silva Almeida (Santa Luz)
1º Tesoureiro: Gerinaldo Santos Ferreira (Coité)
2º Tesoureiro: Etiene Rodrigues (Santa Luz)
Representante Jovem: Poliana Nunes dos Santos (Santa Luz)
                                   Sara Brandão da Silva (Retirolândia )

Comissão de Eventos: Moisés Gordiano da S. Oliveira (Retirolândia )
                                  Luiz Alexandre F. dos Santos Silva (Santa Luz)

Coordenador da Liturgia: Antonio Carneiro de Oliveira (Nova Fátima)

Coordenador Escola Mensageiros:
Acrisia Maria Ferreira da Silva (Coité)
Anailta Soares F. Araujo (Retirolândia)

Conselho Fiscal: Acrisia Maria Ferreira da Silva (Coité)
                          Anailta Soares F. Araujo (Retirolândia)
                          Carlos Alberto Alves dos Santos (Valente)

CALENDÁRIO

FEVEREIRO
19 e 20- Retiro espiritual - em Coité ( Mansão)
MARÇO
20 - Assembléia do GED - Capela do Alto Alegre
25 a 27 Assembléia Regional Nordeste III Bahia/Sergipe - Mansão da Paz - Coité
ABRIL
10 - 1ª Etapa da escola vivencial do GED - Gavião
MAIO
07 - Forró decolores - Retirolândia

JUNHO
05 - 2ª Etapa da escola vivencial do GED - Santa Luz
JULHO
10 - 3ª Etapa da escola vivencial do GED - Nova Fátima
AGOSTO
13 Reunião Preparatória - Retirolândia
20 Reunião Preparatória - Retirolândia
27Reunião Preparatória - Retirolândia
SETEMBRO
03 Reunião Preparatória - Retirolândia
09 a 11 Cursilho de 2 dias Coité/Mansão
16 a 18 Cursilho de 2 dias Coité/Mansão
25 Avaliação do Cursilho de 2 dias -Retirolândia
NOVEMBRO
26 e 27 - Assembléia do GED Coité/Mansão

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SER CRISTÃO É SABER ESPERAR

SER CRISTÃO É SABER ESPERAR


O cristão é fundamentalmente alguém que espera e que vive a dimensão profunda da esperança. No entanto, este esperar deve ser isento de toda passividade, ou falta de espírito de luta, pois a espera passiva, isto é, cruzar os braços, nada mais é do que uma forma disfarçada de “não-esperança”, ou seja, do desespero e da impotência. O cristão é aquele que vive entre “aquilo que é” e “aquilo que ainda não é”. Ele realiza sua missão neste mundo, porém orienta toda sua vida para aquilo que ainda há de vir. Sabe viver o presente com o seu olhar voltado para o Reino futuro e definitivo.

AS RAÍZES DA ESPERANÇA

Nada abala as esperanças de uma pessoa de fé, nem mesmo, quando suas esperanças parecem impossíveis ou contraditórias. O “homem de esperança” é aquele que, apesar de estar “morrendo de sede”, ainda acredita na “fonte de água viva”. Ter esperança significa estar pronto a todo o momento para aquilo que ainda não nasceu e, todavia não se desesperar se não ocorrer nascimento algum durante nossa existência. Não faz sentido esperar pelo que já existe ou pelo que não pode ser. Aqueles, cuja esperança é fraca, decidem pelo conforto, ou então pela violência. Aqueles, cuja esperança é forte e está alicerçada nas raízes da fé, estão prontos a todo o momento a “dar a vida” pelo Reino de Deus. Só uma pessoa de fé é capaz de viver a esperança cristã.

A ESPERANÇA FORTALECE O VIGOR MISSIONÁRIO

Ter esperança é um modo de ser e de viver. É algo que acompanha todo crescimento afetivo-espiritual de uma pessoa. A esperança orienta e dá um vigor sempre novo, não deixa a pessoa desanimar, mesmo em meio às maiores tragédias da vida. A Esperança faz crescer. Fortalece o vigor pastoral e missionário. Dá novo sentido à vida. Quando a esperança desaparece, podemos dizer que a vida termina, seja na realidade ou potencialmente. Sem esperança não há mais o espírito de luta e nem o espírito criativo e dinâmico. Desde os primórdios, o ser humano sempre viveu de esperanças, embora nem sempre tenha falado ou tenha se ocupado dela. É, sobretudo, no cristianismo que encontramos o coração da esperança. É ela que a articula todas as esperanças fundamentais pelo amanhã. Aí encontramos uma linguagem que fala de salvação, de felicidade, que não apenas integra um passado, mas garante um futuro, com base numa esperança em plenitude. A esperança, presença marcante em outras religiões também, procura dar uma resposta aos grandes questionamentos da criatura humana:

– Qual é o significado da vida do homem e da mulher? – O que será da humanidade? – Como será a vida depois da morte? Sem dúvida, a esperança está implantada no coração inquieto de cada criatura humana e segundo Moltmann: “Onde há esperança há religião”. Em outras palavras, onde há esperança há vida, amor, justiça e fraternidade. Aí a vida floresce, mesmo em meio aos escombros.

A ESPERANÇA NA VIDA ETERNA

Na história do Povo de Deus, os profetas surgiram numa situação de desgraça; como os porta-vozes dos “pobres da terra”. Eles pregavam a justiça e o fim da opressão. Porém, o profeta é, antes de tudo, o mensageiro da esperança. Ele faz reviver nos desanimados a esperança. Ele vê e compreende a realidade presente, e, denunciando o mundo contraditório, anuncia a sua mensagem de esperança num mundo melhor. Assim, a esperança cristã é a expectativa dos bens futuros, da vida eterna, da ressurreição definitiva junto a Deus. No dizer de São Paulo: “Os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que deverá revelar-se em nós no futuro” (Rm 8,18).

A esperança cristã sempre está ligada a uma perspectiva de Vida Nova, numa dimensão de Reino de Deus, de Ressurreição dos Corpos, estabelecendo assim, uma passagem da escravidão para a liberdade da glória dos filhos de Deus:

– “Os que morreram em Jesus, Deus há de levá-los em sua companhia”. (1Tes 4,14). No discurso de Pedro, no dia de Pentecostes, ele também destaca este aspecto da esperança futura, ao dizer: “minha carne repousará na esperança” (At 2,26). Paulo, em sua defesa perante o governador romano, expressa também esta dimensão: “tenho em Deus a esperança de que há de acontecer a ressurreição, tanto de justos como de injustos... É por causa dessa esperança, ó rei, que hoje sou acusado pelos judeus... É por causa da esperança de Israel que estou carregando agora esta corrente” (At 24,15; 26,7; 28,20).

A ESPERANÇA COMPROMETE

Quem tem esperança tem também perseverança, sabe levar até o fim o seu compromisso de fé e o seu projeto de missão. A esperança faz caminhar. A esperança aquece o coração. A Carta aos Hebreus nos diz: “Desejamos somente que cada um de vós demonstre o mesmo ardor em levar até o fim o pleno desenvolvimento da esperança” (Hb 6,11). Mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, nossa esperança se torna nossa vida, adquire uma dimensão de vida eterna.

“Se temos esperança em Cristo tão somente para esta vida somos os mais dignos de compaixão de todos os homens” (1Cor 15,19). E no dizer de São João, seremos semelhantes a Deus: “Desde já somos filhos de Deus, mas o que nós seremos ainda não se manifestou... seremos semelhantes a Ele porque o veremos tal como Ele é” (1Jo 3,2). Como meta final, a esperança cristã tem como objetivo, nos conduzir a Deus, no momento presente da vida, mas também no futuro definitivo, no Reino dos Céus.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

ELEITOS NOVOS COORDENADORES DO SED DE CONCEIÇÃO DO COITÉ

Ancoteceu dia 17 de Dezembro a aleição dos novos coordenadores do Setor Diocesano do Movimento de Cursilhos de Conceição do Coité, uma eleição aberta onde todos tinham direito de votar e ser votado, com a participação de mais de 80 componentes foram eleitos pela assembléia local para coordenarem o Movimento de Cursilhos de Conceição do Coité por dois anos Ednei Mota da Silva e Nubia Mendes.
O GED - Grupo Executivo Diocesano deseja aos novos coordenadores sucesso e muita perserverança nos próximos anos.

ASSEMBLÉIA EM NOVA FATIMA

Aconteceu no dia 29 de Novembro na cidade de Nova fátima a Assembléia Geral do Grupo Executivo Diocesano, com a presença do Representante do GER - Grupo Executivo Regional o Sr. Alfredo da cidade de Salvador.
Na Assembléia tratou - se dos desafios para o relançamento do Cursilho que está sendo proposto pelo GEN - Grupo Executivo Nacional. Participaram da Assembléia integrantes do movimento de Cursilhos das cidades de: Gavião, Nova Fátima, Capela do Alto Alegre, Valente, Santa Luz, São Domingos, Pé de Serra,Retirolândia e Conceição do Coité.
Na Assembléia foram eleitos por aclamação os novos coordenadores do GED - Grupo Executivo Diocesano para o triênio 2010/2013 e os Assessores eclesiasticos.
Adalberto Neres Pinto Gordiano - Coordenador (Conceição do Coité)
Jussara Borges - Vice-Coordenadora (Santa Luz)
Padre Antonio Elias Souza Cedraz - Assessor Eclesiastico - (Retirolândia)
Padre Genivaldo - Assessor Adjunto (Valente)
Padre Nilton - Assessor Adjunto ( Gavião).