Ai de mim se não anunciar o evagenlho

sábado, 27 de março de 2010

PE. LUIZ RODRIGUES OLIVEIRA UM SACERDOTE QUASE PERFEITO

     No final da década de 80 chega a nossa paróquia - Nossa Senhora da Conceição do Coité - Ba - um sacerdote cheio do Espírito de Deus, que trazia no seu referencial de vida a paixão pela igreja que serve e pela educação como sacerdócio complementar. Para nossa felicidade, um apaixonado pelo MCC - Movimento de Cursilhos de Cristandade e um profundo estudioso deste movimento além do magnífico mestre em cristologia, ramo do conhecimento teológico que veio concluir o doutorado na Espanha para melhor servir a Igreja de Nosso Senhor! Extremamente politizado nunca foi subserviente às propostas dos poderes políticos constituídos por homens de Fé diminuta. Coerente nas tomadas de posição, nunca deixou de ser verdadeiro, sincero e honesto em todos os aspectos do fazer humano. Inculturador do Evangelho penetrou em mais de oitenta comunidades eclesiais de base e por várias vezes mesmo sendo pároco de Conceição do Coité, assumiu a administração de outras paróquias diante da escassez de padres na então diocese de Feira de Santana. Passou por momentos difíceis com sua postura arroja, destemida e coerente quando se tratava da coisa pública e da defesa da nossa Igreja. Foi processado, mas não recuou um milímetro das suas convicções que ajudaram a se tornar sacerdote e educador. Professor do Colégio Polivalente de Conceição do Coité e do Colégio José Ferreira onde fundou o segundo grau. Como se não bastasse viajava toda semana para Salvador para ministrar aulas de cristologia na UCSAL. Liderando um grupo do MCC fundou o Educandário Divino Mestre onde foi o primeiro diretor. Foi as ruas juntamente com a comunidade comprometida com mudanças pedir a instalação de um campos da UNEB e saímos vitoriosos e Pe. Luiz, hoje, Monsenhor Luiz Rodrigues Oliveira foi diretor prótempore e professor da extinta EPB.
     Ainda como paróco de Conceição do Coité foi reitor do Seminário Propedêutico Santana Mesma em Salvador.
Intransigente quando se trata de falar a verdade, fez escola em Conceição do Coité onde deixou muitos admiradores! Justo nos seus julgamentos - o que era permitido julgar - e fiel aos amigos e paroquianos.
    Quando foi cumprir sua missão em outras plagas deixou muita saudade. Mons. Luiz Rodrigues Oliveira é aquela pessoa que ocupa um espaço no nosso coração e tal espaço está preservado para todo o sempre.
    Digo que ele é quase perfeito porque a perfeição é divina, e neste caso perfeito só Nosso Senhor Jesus Cristo!
    Mas estamos buscando a perfeição para exigirmos menos dos outros.

Paz e Bem!

Texto: Abelardo Mascarenhas

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sua mensagem sua vida

O MCC é um movimento da Igreja Católica, que tem como objetivo EVANGELIZAR. Durante os poucos dez anos de convivência com esse movimento pude aprender e ensinar muitas coisas, pois na escola da vida é assim, onde existe ensinagem também existe a aprendizagem.

Padre Luiz Rodrigues é o grande mestre do MCC do GED de Serrinha, foi ele que ajudou o grupo a se fortalecer, que chorou e sorriu, que ensinou e também aprendeu e dentre muitas de suas colocações, guardo com muito carinho a seguinte frase SUA MENSAGEM, SUA VIDA. Essa frase soa nos meus ouvidos como um alerta a todos os Cristãos e direcionarei estas palavras aos meus irmãos mensageiros do Cursilho de três ou dois dias, pois é muito comum, nas reuniões de preparação para o cursilho e também durante o encontro ver que alguns mensageiros pegaram mensagens de amigos, copiaram teorias dos livros, sites e bíblia e fazem de suas colocações cópias de teorias e vivencias alheias.

É preciso que as mensagens proclamadas nos cursilhos, nas reuniões de grupo, na igreja, seja o retrato da vida do mensageiro, ou seja, deve-se buscar fundamentos teóricos na bíblia e literatura católica, porém o que deve prevalecer é a nossa história de vida. Para isso é necessário uma revisão constante de nossos atos no dia a dia, devemos ser e dar testemunho de vida.

Os documentos do MCC, como o Cursilho por dentro, traz os esquemas das mensagens deixando bastante claro o caminho que o mensageiro deve seguir, no entanto se o mesmo não tiver o hábito de leitura, não estudar os documentos do MCC e da Igreja, não se dedicar a conversão diária, não terá as competências necessárias para elaboração e consequentemente para proclamação da mensagem.

Outro aspecto que merece atenção são os testemunhos, muitas vezes o mensageiro passa anos proclamando mensagens no cursilho, nas reuniões, na igreja, mas os seus testemunhos são sempre aqueles do início de quando a pessoa fez cursilho, encontrou a Deus, parecendo que Deus deixou de agir em sua vida.

Destarte, é necessário que os membros do MCC, que os Cristãos Comprometidos coloquem como prática constante de sua vida o ESTUDO, a ORAÇÃO e a AÇÃO, pois esse é o tripé do movimento.

Vamos aproveitar, no sentido primeiro da palavra, as oportunidades que temos a cada amanhecer de buscarmos aprimorar os nossos conhecimentos, para assim podermos cumprir o que nos pede Jesus, que sejamos pescadores de homens, lembrando sempre que Cristo conta conosco e nós contamos com a sua Graça.

Paz e Bem!

Texto: Dione Cedraz

quarta-feira, 17 de março de 2010

O que importa realmente Ser ou Ter?

A sociedade atual vive um grande tsunami de informação e transformação, com isso a humanidade não sabe mais qual direção tomar. A mídia mostra a cada dia aspectos do consumismo afirmando muitas vezes que só é legal aquele que consome muito, que veste tal marca, freqüenta tal restaurante e assim por diante.

O consumismo é definido como ato de comprar produtos ou serviços sem necessidade e consciência apenas para satisfazer ao desejo de estar na moda, de ter tal produto ou de estar em sintonia com a mídia. Com isso percebe-se as perdas dos valores na sociedade, o Ser já não é tão importante o que vale mesmo é o Ter. O que fazer então para mudar essa triste realidade?

Atualmente as instituições organizadas como escola e igreja estão sendo superadas pela mídia e a juventude moderna deixa-se levar muito mais pelas informações apresentadas na TV, Internet, rádio, etc do que por essas instituições, tudo isso se dá pela perda de valores como: respeito, solidariedade, honestidade e responsabilidade.

Há uma busca desenfreada pelo poder, e para isso vale tudo, passar por cima dos princípios familiares e religiosos, dessa forma a sociedade está a cada dia mais próxima daquilo que é apresentado pela mídia. Uma população alienada, multiplicação dos supérfluos e degradação do meio ambiente, todas essas coisas tem causado um grande prejuízo para humanidade.

A CNBB está discutindo sobre Economia e Vida com o objetivo de unir forças no combate ao consumismo que a sociedade hodierna vem se submetendo, para isso foi lançada a Campanha da Fraternidade 2010 que tem como lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, porém é preciso que essa discussão não se encerre junto com a campanha da fraternidade é necessário ir muito mais além, ou seja, deixar sempre viva a semente que está sendo lançada agora no combate ao consumismo e a destruição de nossa sociedade.

Contudo percebe-se que não está tudo perdido ainda pode-se mudar essa realidade e para isso é preciso um trabalho de parceria principalmente entre escolas e igrejas em que seja apresentado para os jovens um homem de nome Jesus Cristo, aquele que mudou a história da humanidade e que pede a cada um de seus filhos que cumpra o seu projeto de dignidade humana. É preciso lutar por uma mudança significativa na sociedade em que o bem comum seja promovido na condução de uma economia a serviço da vida, para que o Ser supere o Ter.

Paz e Bem!!!

Dione Cedraz  - Secretária do Ged de Serrinha - Bahia.

O SENTIDO DA QUARESMA

Celebrar a Quaresma é reconhecer a presença de Deus na caminhada, no trabalho, na luta, no sofrimento e na dor do povo! Como o povo de Israel que andou 40 anos no deserto ante de chegar à terra prometida, terra da promessa onde corre leite e mel. Como Jesus passou 40 dias de retiro antes de anunciar a vinda do Reino. Que subiu a Jerusalém para cumprir a missão que o Pai lhe confiou: dar a sua vida e ser glorificado.

A Quaresma é um tempo forte de conversão, de mudança interior, tempo de deixar tudo o que velho em nós, tempo de assumir tudo o que traz vida para gente, em nossas comunidades, em nossos ambientes e na sociedade. Tempo de graça e salvação, onde nos preparamos para viver, de maneira intensa, livre e amorosa, o momento mais importante do ano litúrgico, da história da salvação, a Páscoa, Aliança definitiva, vitória sobre o pecado, a escravidão e a morte.

Para muitos, é apenas um tempo triste em que se canta e medita sobre os sofrimentos de Jesus que morreu pelos pecados da humanidade. Tempo de pedir perdão a Deus e fazer penitência. A quaresma é marcada sobretudo pela sua dimensão pascal, onde se comemora o acontecimento da morte e da ressurreição de Jesus Cristo.

A espiritualidade quaresmal é caracterizada também por uma atenta, profunda e prolongada escuta da Palavra de Deus. É esta Palavra que ilumina a vida e chama à conversão, infundindo confiança na misericórdia de Deus. O confronto com mo Evangelho ajuda a perceber o mal, o pecado, na perspectiva da Aliança, isto é, a misteriosa relação nupcial de amor entre Deus e seu povo. Motiva para atitudes de partilha do amor misericordioso e da alegria do Pai com os irmãos que voltam convertidos.

Fazer da quaresma um tempo favorável de avaliação de nossas opções de vida e linhas de trabalho, para corrigir os erros e aprofundar a vivencia da fé, abrindo-nos a Deus, aos outros e realizando ações concretas de fraternidade, de solidariedade.

Celebrar a Quaresma é, antes de tudo, experimentar a presença e comunicação salvadora através das celebrações litúrgicas. É tornar presente, festejar as muitas libertações de Deus na história. È renovar a profissão de fé no Deus libertador que o povo eleito fez durante a escravidão do Egito. É também celebrar a busca da humanidade inteira por autêntica libertação, justiça e paz. De repente, toda experiência penitencial, todo clamor dos povos, todo esse combate contra o pecado pessoal e social do mundo, todo esse esforço de seguir Jesus no “ caminho da cruz” começa aos poucos, a dar seus frutos... os efeitos das passagens de Deus já vão se fazendo sentir... as alegrias da Páscoa já se anunciam... É que Terra prometida, o Mundo Novo, feito de homens e mulheres, gente liberta e salva, solidária e fraterna, já se esboça no horizonte...

Celebremos e Participemos da Quaresma com muito amor e carinho!

(Texto coordenação do Ged de Serrinha)



domingo, 14 de março de 2010

ASSEMBLÉIA DO DIA 21 DE MARÇO

8.30 – Recepção/Acolhida – Capela
9.00 – Oração Inicial/Dinâmica – Santa Luz
9.20 – Animação
9.30 – Plenário – Mcc e o Documento de Aparecida - Betão
10.00 – Animação
10.10 - Escola do tema Ppra os Cursilhos e Retiro Espiritual
            Escolha da Coordenação das Equipes Interna e Externa
10.40 – Animação
10.50 – Distribuir Quantidade De Vagas Para Os Cursilhos
             Distribuir Quantidade De Vagas Por Cidade
             Distribuir Quantidade De Vagas Por Equipe Em Cada Cidade
11.30 – Animação
11.40 – Forró Decolores
11.50 – Animação
12.10 – Falar Sobre a Escola de Mensageiros – Naná e Acrisia
12.30 – Oração Final – Capela
            Almoço/Despedida


OBS: Lembrem do nosso compromisso com o meio – ambiente de levaremos copos e pratos para o almoço, pois não usaremos nada descartável.




sexta-feira, 12 de março de 2010

CONHECER A SI MESMO

A palavra mística vem da palavra mistério, que significa aquilo que é incompreensível, aquilo que é inexplicável, pois é algo que vai alem dos limites do conhecimento. Por isso é um mistério, sendo assim, impenetrável à razão humana.

Dentro deste contexto, estudamos os gêneros espirituais, desenvolvendo uma doutrina de essência totalmente divina, sendo necessário realizar um encontro com Deus fazendo a acepção da experiência da descoberta da presença do uno na alma humana.

Logo, podemos dizer que a experiência mística é definida por um caminho onde o pensamento humano se identifica como pensamento divino, confluindo para a realização da unidade entre Deus e o ser humano.
Com a finalidade de encontrar-se com a luz divina, o místico percorre um caminho de elevação a Deus. Este caminho consiste na meditação e em uma vida extremamente simples. Pergunto a você hoje: é preciso fazer este caminho? Se for necessário, que caminho seguir para a empreitada desta busca? A resposta, parece-me
clara, é a via de conhecimento de si próprio, ja que antes de conhecer a Deus, o ser humano deve conhecer a si mesmo.

Conhecendo-se a si mesmo, aprenderemos a melhorar as nossas atitudes, e errar menos e compreender melhor os outros.

Socrates filósofo grego que viveu em Atenas por volta do século V A.C, dizia que quando uma pessoa toma juizo, ela simplesmente traz para fora algo que jaá está dentro dela. Daí, sua celebre frase; "HOMEM, CONHECE-TE A TI MESMO". Portanto, perceberemos que não há magia nem ingrediente secreto, apenas a pura e simples aventura de contemplação do EU, da substância do ser, de quem você realmente é.

Trabalho Pungente, mas de verdadeira realização da verdade, pois Deus reside na plenitude do ser, causa imanente da natureza humana.

Que o Espirito Santo de Deus nos ilumine para que possamos realizar o maior desafio do homem: Conhecer a si mesmo" e desta forma, realizar a experiência mistica do se sentir um só com a alma do universo, proclamando: " Guardai-me, ó Deus, porque é em vós que procuro refúgio, sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim ( Salmo 15, 1-2)

Paz e Bem!

Texto do Professor Abelardo Mascarenhas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

GED DE SERRINHA SE REUNE EM SANTA LUZ E REALIZA MAIS UM CURSILHAO

Com o objetivo de aprofundar os temas versados no cursilho de dois dias, reuniram-se do dia 28/fevereiro próximo passado as cidades que compoem o GED de SERRINHA-BA para realizar mais um CURSILHÃO visando aprofundar a nossa experiência na convivência com Jesus Cristo.

A abertura foi feita por Adalberto Neres Pinto Gordiano - Coordenador doGED, que faz uma breve colocação acerca da proposta para o encontro e mmostra que

optaram por trabalhar o tripé: ESTUDO, ORAÇÃO E AÇÃO com o objetivo de intensificar o pós cursilhoe criar uma dinâmica de luta para toda a diocese de SERRINHA. Pe. Antonio Elias Cedraz ´Acessor eclesial da diocese junto com a coordenação definiu os passos a serem seguidos neste encontro.

Presente no evento Pe. Teofanes - novo paroco de Santa Luz, que abrilhantou com a sua presença as nossas atividades. Inicialmente Os cursilhistas de Conceição do Coité fizeram o acolhimento e em seguida os irmãos de Retirolândia proclamaram o evangelho do dia (LC 9,28-36) E Naná reflete acerca da quaresma, tempo de transformação e atitudes concretas diante da proposta da CNBB na Campanha da Fraternidade. Ariselma faz a dinamica do abraço para promover a integração do grupo. Em seguida os irmãos de Capela do Alto alegre estimula o grupo com uma mensagem de Esperança e Cristina da mesma cidade fala-noa de Fé, explicitanto que tudo é inutil se a fé alimentada em Jesus Cristo se resumir em discursos que se esvaziam por falta das obras! O Nosso irmão Edney Mota de Conceição do Coité fala-nos de oração com testemunhos fortes de uma vivencia conhecida por todos nós. E volta a enfatizar o lema da carta de S. Tiago 2, 18ss que a oração sem ação emudece a fé. Pe. Elias faz uso da palavra e faz um aprofundamento acerca da CF destacando os pontos mais fortes do texto base da campanha. Pe. Theofanes (Theo) coloca-se com bastante enfase, desculpando-se por não conhecer a proposta do MCC e por está muito recente na paróquia de Santa Luz.

Deste encontro surgiram algumas propostas para a nossa ação concreta diante da preocupação com o ecossistema em todos os aspectos. Das propostasas que mais tomartam força foran:

1 - Abstinencia de produtos intoxicam o meio ambiente

2 - Fazer o cantinho da oração pelos núcleos de educação em suas respectivas escolas

3 - Fazer coleta seletiva em nossos encontros e dar um destino aos produtos selecionados de forma correta

4 - Resgatar o ensino religioso nas escolas

5 - Que cada membro do MCC traga o seu como e seu prato abdicando os copos plásticos e sacos

Finalmente os sacerdotes presente tomaram a palavra e fizeram uma breve celebração e por fim abençoaram em nome da rindade todos os presentes.

Texto: Professor Abelardo Mascarenhas  - Conselheiro do GED de Serrinha.

quinta-feira, 4 de março de 2010

DIÁLOGO COM A CONSCIÊNCIA



Há tempos atrás se contava com o ensino religioso nas escolas, recentemente foi retirado da grade curricular sem nenhuma explicação e introduzido eixos temáticos considerados muito importantes para a formação do individuo. Será mesmo que qualquer eixo é mais determinante para uma educação libertadora voltada para a fraternidade e a justiça do que o ensino religioso?

Era prática das escolas usarem este componente para complementar a carga horária dos professores no inicio do ano letivo. De que forma era ensinada não se sabe, o importante é que o jovem e o adolescente ouviam falar de Deus pelo menos uma vez por semana. Atualmente os nossos jovens estão ouvindo falar de outros “deuses” canta-se vou buscar Dalila... (apologia as drogas), eu sou o lobo mau vou te comer... (apologia a pedofilia), ela vai de saia e bicicletinha... (apologia a prostituição), e tantos outros dizeres que denigrem a imagem feminina e desvia o caráter e o comportamento da juventude. Estes são alguns “deuses” oferecidos pelo mundo e cultuados pelos jovens, que apesar de tudo isso, estão sedento de amor e de libertação dados por Jesus Cristo.

Em uma época pós moderna de globalização, de avanço tecnológico em que as redes se cruzam cotidianamente em favor da evolução nos deparamos frequentemente com o abate humano, jovens são tombados e ainda o ensino religioso é coisa do passado. Retira-se do currículo a palavra de Deus e petrifica ainda mais o ser humano.

O que se vive e se aprende na Escola não pode ser reduzido nem ao currículo nem as competências, mas acrescentar o amor, a compreensão, a fraternidade e o compromisso de educar a exemplo do maior mestre de todos os tempos. Ele não precisava registrar matérias, não se desesperava como conteúdo a ser ministrado nem com a forma de avaliação ele sabia o que queria: construir a civilização do amor. Ele formava pessoas melhores. Ninguém foi obrigado a segui-lo, não havia lista de presença e mesmo assim a multidão se encantava com seus ensinamentos-ele tinha o que dizer e acreditava no que dizia, por isso foi tão marcante. Por que ninguém avalia os sentimentos, as relações, as descobertas, nem o aprender sobre si mesmo, o mundo e os outros?

É preciso refletir sobre a educação atual, em que o homem é tratado como mero produto de práticas sociais servindo para elevar as estatísticas de ações governamentais atreladas ao sucesso das campanhas políticas. É preciso desenvolver projetos em que o homem seja protagonista da paz.

Cecília Meireles no poema Elegia sobre a morte de Gandhi, diz que ele construía “diques de paz”. É com este sentimento que as escolas podem adotar uma cultura de paz e o exercício da cidadania baseando-se nos preceitos do evangelho. Jesus cristo está disponível para entrar na vida dos alunos e cabe a nós professores cristãos apresentar o cristo aos nossos alunos formando assim uma legião de construtores de “diques de paz”. Em tempos de conflitos e violência a escola precisa mudar e não pode mudar sozinha. Ela está intimamente ligada a nós educadores que somos agentes de transformação e podemos humanizá-la com a força da nossa fé em Jesus ressuscitado.

Gandhi era indiano tinha a sua cultura própria, mas, acreditava no cristianismo. Não era professor, porem tinha uma idéia sobre o que é educação. Ele dizia que “A verdadeira educação consiste em por a descoberto o melhor de uma pessoa. Que livro é melhor que o livro da humanidade?”

Perder de vista o ensino religioso é novamente crucificar o cristo não em um madeiro, mas numa cruz de PVC.

Texto: Acrisia Ferreira da Silva
Coordenadora da Escola de Mensageiros do GED

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PROGRAMAÇÃO DO CURSILHÃO 28.02.2010

  8.30 h - Recepção/cafezinho - Santa Luz
  9.00 h - Oração/Dinâmica - Retirolândia
  9.30 h - Cânticos/Animação
  9.40 h - Plénario mensagen sobre FÉ - exposição Cristina
10.10 h - Grupos
10.40 h - Plenário mensagen sobre ORAÇÃO - exposição Ednei
11.10 h - Grupos
11.40 h - Almoço partilhado
13.00 h - Animação/Dinamica
13.20 h - Plenário sobre Ação na CF 2010 - exposição Pe. Elias/Moises
13.50 h - Grupos proposta para ação
14.20 h - Encerramento

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SOBRE CORPOS ESTRANHOS INTRODUZIDOS NO CURSILHO (I)

Pe. José Gilberto Beraldo
Ao participar de um Cursilho pela primeira vez, em 1967, um dos seus impactos mais significativos para mim - naquela época sacerdote já há quase dez anos - foi o silêncio solicitado na primeira noite. Digo mal, não solicitado, mas como que imposto.
Com o passar do tempo, trabalhando em dezenas e dezenas de outros Cursilhos, é que pude dar-me conta da importância e valor do silêncio naquele exato momento. Se você for um dos responsáveis do MCC, você sabe do que estou falando.
Depois de tantos e tantos cursilhos, estou mais convencido ainda de sua absoluta necessidade. Não já como imposição, mas agora mostrando claramente sua oportunidade e necessidade. Aliás, técnicas atuais de meditação e interiorização, ainda que nada ou muito pouco tendo a ver com esta ou aquela religião, estão valorizando o silêncio e a meditação pessoal. Até empresas modernas têm introduzido a possibilidade de momentos de silêncio. E o fazem com vistas a que? A que os funcionários reencontrem seu ponto de equilíbrio para que a produção seja mais eficiente.Pois bem: o silêncio que solicitamos na primeira noite do Cursilho parece seguir uma tradição enraizada na espiritualidade espanhola, a dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Parece que os iniciadores do MCC adotaram essa tradição que visa a mostrar aos cursilhistas seus benefícios, estando no contexto do clima que desejamos criar durante todo o tempo de duração do próprio Cursilho. Ao sugerir que “nos afastemos do mundo” (agora prevendo, também, os sinais sonoros ou vibratórios dos telefones celulares...) pretendemos dizer que qualquer interferência externa oderia ser prejudicial num tão raro e importante momento na vida de uma pessoa. Que é, sem dúvida, o momento do discernimento sobre sua opção de vida e sobre os rumos que ela deverá tomar daí para a frente. Tudo o que vier de fora, neste precioso “intervalo” na vida cotidiana do cursilhista, será, portanto, uma intromissão indébita. Virá interferir nas decisões e projetos de vida do cursilhista. Virá, como costumamos dizer, “quebrar o silêncio”, tradicionalmente ligado ao canto do de Colores logo na manhã do primeiro dia. Não o silêncio de boca, mas o grande silêncio da oportunidade que lhe é oferecida.
Num dos documentos referenciais do MCC lê-se que “o retiro da primeira noite (= silêncio) é uma amada... à autenticidade reflexiva e sincera, diante da realidade de Deus, Pai do filho pródigo, que está se proximando de nós... e nos contempla. Não é outra coisa senão atualizar o costume e a atitude do Senhor que, antes dos grandes acontecimentos de sua vida apostólica, se retirava e se preparava, durante a noite, nosilêncio e na oração.... o fim do retiro é predispor (o cursilhista) ao chamamento de Deus, despertando uma atitude de busca e procurando que esta inquietação seja sadia, reta sincera e esperançosa” (Cf “Ideário” p.83). Ora, naturalmente pode-se deduzir que tal atitude será apropriada para durante toda a duração do Cursilho.
Neste contexto é que entra a introdução de alguns corpos alheios ao Cursilho e, por isso, extremamente prejudiciais ao cursilhista. Um desses “corpos estranhos” são as tais “mensagens”, cartas, cartões, bilhetinhos e outros recados coletados entre familiares e amigos.
Provenientes do antigo costume de ler-se as “alavancas”, foram estas, pouco a pouco, sendo entregues nas mãos dos participantes. Daí à entrega de bilhetes, de cartas e de “mensagens” cujos conteúdos mais apelam à emotividade forçada do que favorecem uma parada consciente do participante, foi um passo. Tem-se conhecimento de certo GED que permite, a certa altura do Cursilho, a entrada de uma pessoa fantasiada de carteiro que despeja, diante dos cursilhistas atônitos e “emocionados” um saco de correspondência que traz às costas (acredite se quiser...). Acrescente-se que outros movimentos, alguns até originados de nossos Cursilhos, levaram tal iniciativa ao exagero tentando introduzi-la na origem. De forma que, em certos Cursilhos, enquanto alguns recebem uma verdadeira enxurrada de mensagens, outros ficam “esquecidos”... Esse é um dos aspectos nocivos dessa “invenção” estranha à dinâmica do Cursilho. O outro, pior talvez e mais grave, está na introdução de elementos que em nada ou em muito pouco ajudam a opção e o sério compromisso de conversão do cursilhista.
Opção e compromisso que ele deveria assumir, só ele mergulhado no silêncio de seu  coração, de sua mente e de todo o seu ser diante da misericórdia e do infinito amor de Deus. Dê-se-lhe, por favor, um tempo! Deixemo-lo, pelo menos por algumas horas, dono de suas próprias decisões! O homem e a mulher desta nossa tão controvertida pós-modernidade têm necessidade de um pouco de solidão e de interiorização.
Ofereçamos um presente original a esses homens e a essas mulheres que estão participando de um Cursilho. Ofereçamos a eles o grande, imenso, oportuno e precioso presente do nosso silêncio solidário abstendo-nos de tais interferências. Deixemo-los, finalmente, a sós com Deus! Pelo menos nestes três dias que podem ser decisivos!
Amanhã, tenho certeza absoluta, eles e elas haverão de nos agradecer!
http://www.cursilho.org.br/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

SOBRE CORPOS ESTRANHOS INTRODUZIDOS NO CURSILHO (II)

Pe. José Gilberto Beraldo

Tenho chamado de “corpos estranhos” tudo o que veio sendo introduzido nos três dias do Cursilho à revelia dos seus objetivos e dos meios para alcançá-los. Assim, no primeiro artigo desta série, tratei de analisar a inoportunidade das tais mensagens entregues aos montes aos participantes do Cursilho, bem como a interferência indébita das mesmas num momento tão delicado e íntimo, momento de decisão pessoal e intransferível pelo qual está passando o cursilhista.
Nesse mesmo contexto, levanto outra indagação, agora sobre o assim chamado “folclore” (termo, a meu ver, inteiramente desfocado no caso dos Cursilhos). Por que cantar durante o Cursilho? No que consiste, para o cristão, a verdadeira alegria? Continuam ainda alguns a crer que o canto deveria ir aumentando de intensidade de seus decibéis à medida em que progridem os três dias... Isso teria por objetivo contribuir para aumentar o “entusiasmo” e a “alegria”, até chegar a uma espécie de êxtase na noite do terceiro dia, o que vale dizer, no Encerramento. O tom com que cursilhistas e dirigentes “bradam” o De Colores seria, dizem, o termômetro do entusiasmo, da alegria , da entrega e até da profundidade da conversão de todos. E se fosse cantado em espanhol, o poder de contágio exercido pelo De Colores seria muito maior passando a idéia aos presentes de que houve “conversão” em massa, mesmo que “cantar” não fosse o forte de todos...
Primeiro quanto ao De Colores. Ao lado de interpretações sensatas, acabou por se criarem alguns absurdos como o de considerar o De Colores o hino oficial do Movimento de Cursilhos. Aliás, sobre o De Colores assim se expressa o próprio iniciador do MCC, D. Hervás: “De Colores é o título de uma canção popular espanhola dos anos 40 que se iniciava exatamente por estas duas palavras e se tornou famosa entre os cursilhistas.
Alguns pretenderam dar-lhe a importância de um ritual, ou de um simbolismo e, até, de certa forma de expressão do estado de consciência: “De Colores” significaria “estado de graça”. Todavia essa não foi a intenção primeira. Era simplesmente uma canção popular muito em voga entre os jovens nos dias iniciais dos Cursilhos, de letra simples e até ingênua, que foi empregada como meio de descontração. E nada mais do que isso”. Até aqui D. Hervás, desmistificando o De Colores.
Afinal, para que serve o canto num Cursilho? Simplesmente e sem maiores complicações, para: a) para fixar o conteúdo da mensagem (daí porque ocorre antes ou depois dela); b) para descontrair, sem distrair; c)para conscientizar sem levar à alienação; d) para facilitar um clima de sã alegria sem excessos, muito menos, sem cair na ingenuidade ou no ridículo. Por tudo isso compreende-se a necessidade de os cantos serem pertinentes, oportunos e condizentes com as mensagens que foram ou serão proclamadas; de serem músicas e letras cujo conteúdo facilite não só a compreensão de cada uma das mensagens, como também ajude a criar clima interior propício para a conversão e o compromisso com a prática da Palavra de Deus e com as opções prioritárias de nossa Igreja Católica no Brasil. A propósito: nos “tempos fortes” de evangelização na Igreja (Campanha da Fraternidade, na Quaresma ou Advento e outros) por que não usar os respectivos cantos na celebração das Missas, nos Cursilhos?
Nessa linha, além de já podermos contar com uma série de cantos e canções bastante variada e de ótima qualidade e oportunidade (vejam-se os inúmeros exemplos contidos nas publicações de cantos pastorais), fazem-se necessárias criatividade e adaptação inteligente, nunca esquecendo da palavra de Jesus: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor! Senhor!’ entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7, 21). Assim, e dando um exemplo banal, em nenhum momento do Cursilho e em nenhuma mensagem deveria existir preocupação com “a igreja que sobe ou com o céu que desce ou com anjos que voam para cima e para baixo e por todos os lados...” A Igreja foi pensada por Cristo e teve seu tempo iniciado no dia de Pentecostes para ter os pés fincados aqui na terra e estar comprometida com a História onde continua a missão libertadora e redentora do Senhor Jesus. Para isso são chamados os que desejam ser seguidores de Jesus. E, por falar nisso, é bom que a gente recorra a um documento normativo do Papa João Paulo II sobre a “missão e vocação dos leigos na Igreja e no mundo” (Christifideles Laici, 1987). Ali, num dos ‘critérios de eclesialidade’, critérios pelos quais devem pautar-se todo ‘movimento ou associação de fiéis leigos’, ensina o Papa: “...o empenho de uma presença na sociedade humana que, à luz da doutrina social da Igreja, se coloque a serviço da dignidade integral do homem. Assim, as agregações dos fiéis leigos devem converter-se em correntes vivas de participação e de solidariedade para construir condições mais justas e fraternas no seio da sociedade” (ChL 30). Nessa direção e na dos demais ‘critérios de eclesialidade’ é que deveriam ser encaminhadas, a meu ver, todas as iniciativas e toda a dinâmica dos Cursilhos, incluído aí o canto ou, se se preferir, o “folclore”.
Então, seria eu contra os assim ditos cantos de louvor e outros (sucessos de venda em CDs. etc.) e que abundam na maioria quase absoluta de encontros e reuniões de Igreja? Não, não sou contra. Sou, sim, a favor de que nos Cursilhos o canto seja adequado à mensagem ou às mensagens que se estão passando aos cursilhistas.
Estou cada dia mais convencido, depois de meu longo ministério no MCC, de que a autêntica alegria nos Cursilhos não está condicionada aos cantos por mais maravilhosos e emotivos que eles sejam. A mais autêntica, espontânea e explosiva alegria, brota, isto sim, da volta para a Casa e do encontro ou do reencontro com o Pai; do abraço apaixonado, amoroso e terno do mesmo Pai rico em misericórdia; da acolhida fraterna e solidária de uma comunidade orante e operante das coisas do Reino; do calor do Espíritodo Senhor consolando, inspirando e fortalecendo. É em momentos como esses que a emoção nascida do mistério do amor e do perdão, toma conta e invade todo o ser de homens e mulheres que se aventuram nessa jornada de volta que é o Cursilho. Ao mesmo tempo louvando e agradecendo a Deus, mantêm os pés no chão da vida, antevendo os desafios do compromisso na luta por uma sociedade fraterna, justa e solidária. Retomando e resumindo: a verdadeira alegria e emoção, nos Cursilhos, devem brotar do mistério do amor, da misericórdia e do perdão oferecidos pelas entranhas misericordiosas do Pai.
Por último, é preciso não perder de vista que nos dias que correm, está-se supervalorizando a música. Nada contra. Se esta é a marca registrada da nossa cultura, não há porque não aproveitar o momento singular – inspiração, sem dúvida, do “Espírito que sopra onde quer” (Jo 3,8) – para fazer chegar ao evangelizando a mensagem libertadora e redentora do Senhor Jesus. Entretanto, uma coisa é fazer da música e do canto um instrumento. Outra, completamente diversa, é tentar colocar nela toda a força da mensagem, arrancando emoções e lágrimas que, geralmente, esvaem-se e secam ao terminar a última nota do último canto do De Colores no último momento do Encerramento. Momento esse que, se se resumir-se puramente em lágrimas e emoções superficiais, será também o último no qual esse cursilhista vai aparecer! A longa prática dos Cursilhos está a nos lembrar tudo isso!
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

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