Ai de mim se não anunciar o evagenlho

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Carta MCC Julho 2010

“Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas obras, mas por causa do seu plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada no Cristo Jesus antes de todos os tempos” (1Tm 1, 9).

Esclarecimento. Ao iniciar esta carta mensal, é importante prestar aos meus leitores e leitoras, cursilhistas ou não, alguns esclarecimentos necessários. Já deve ser do conhecimento de todos que a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – através do seu Conselho Permanente, nomeou um novo Assessor Eclesiástico Nacional para o MCC do Brasil na pessoa do Pe. Francisco Bianchin, o nosso querido irmão Pe.Xico, sacerdote palotino de Santa Maria (RS). Respeitando e acatando a decisão, deixo a assessoria eclesiástica do MCC do Brasil depois de mais de trinta anos de presença e de dedicação exclusiva. Dos quase cinquenta e dois anos do meu sacerdócio, quarenta foram dedicados a este Movimento eclesial pelo qual lutei e sofri, mas, que, também muitas alegrias e plena realização pessoal me proporcionou. Creio, portanto, poder dizer neste momento de minha vida sacerdotal aquilo que Jesus nos ensina: “Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’” (Lc 17,10). Agradecendo a Deus, Doador de todos os dons, agradeço igualmente a todos meus irmãos e irmãs, sobretudo do MCC, que durante todos estes anos souberam suportar todas as minhas limitações, entre outras, minhas impaciências, exigências, impertinências e intransigências, pelo que lhes peço, também, o fraterno e evangélico perdão. Por outro lado, tenho certeza de que a assessoria eclesiástica do MCC do Brasil estará em mãos tão competentes como as do querido Pe.Xico, experiente na pastoral evangelizadora quer na paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Santa Maria da qual ele continua sendo o pastor zeloso e pároco exemplar, quer como Assessor diocesano e Regional do MCC no Rio Grande do Sul, quer como primeiro Assessor Nacional Adjunto durante tantos anos. E, por tudo isto, e mais pela sua acessibilidade e dedicação, admirado e respeitado por todos nós. Que Deus o guie e que o Espírito Santo o ilumine e fortaleça é o meu desejo pessoal. E que todo o MCC do Brasil o acompanhemos com a oração e com uma efetiva colaboração.

De minha parte, sempre confiado na graça do Senhor, como no primeiro momento de minha ordenação sacerdotal no longínquo ano de 1958, respondendo ao chamado do Bispo ordenante, o meu saudoso D .Henrique Golland Trindade, então Bispo de Botucatu (SP), com o profeta Isaias ouso repetir: “Aqui estou! Envia-me” (Is 6,8). Em reunião do Grupo Executivo Nacional (GEN) havida há poucos dias, considerou-se a nova realidade do MCC no Brasil, chegando-se à conclusão de criar uma equipe sacerdotal que, sob a orientação do novo Assessor Nacional, deverá acompanhar o Movimento. A mim foi-me solicitado que continuasse a redigir as cartas mensais como, aliás, venho fazendo há mais de dez anos. É com muita alegria e disponibilidade que o faço. Vamos, então, ao tema central de nossa reflexão deste mês como aparece na citação da Primeira Carta de Paulo a Timóteo: a vocação e o caminho para a santidade.

1....Todo batizado é chamado à santidade. Trata-se de uma vocação, de um chamado da parte do Pai já feito no próprio batismo, da “vocação santa” da qual nos fala São Paulo. Mas toda vocação, todo chamado esperam uma resposta. A santidade nada mais é do que esforçar-se para responder a um chamado; esforçar-se para entrar pela “porta estreita” (Cf Mt 7, 13-14), porta que é o próprio Jesus. Santidade nada mais é do que buscar viver as bem-aventuranças anunciadas e vividas por Ele mesmo: “No seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus: seu amor e obediência filial ao Pai, sua compaixão entranhável frente à dor humana, sua proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade à missão encomendada, seu amor serviçal até a doação de sua vida. Hoje, contemplamos a Jesus Cristo tal como os Evangelhos nos transmitiram para conhecer o que Ele fez e para discernir o que nós devemos fazer nas atuais circunstâncias” (Doc.Aparecida 139). Aliás, atualizando para todos os católicos da América Latina e do Caribe o autêntico sentido de santidade, o mesmo Documento de Aparecida (DAp) dedica todo o capítulo quarto ao tema: “A vocação dos discípulos missionários à santidade”. Assim podemos ler logo no seu início: “Nestes últimos tempos, Ele nos tem falado por meio de seu Filho Jesus (Hb 1,1ss), com quem chega a plenitude dos tempos (cf.Gl 4,4,). Deus, que é Santo e nos ama, nos chama por meio de Jesus a sermos santos (cf. Ef 1,4-5) (DAp 130).

2. Ser santo é parecer-se com o Mestre. Trata-se de uma transformação invisível e, ao mesmo tempo, perceptível aos olhos humanos. Invisível, pois ela começa a operar-se no coração e na mentalidade da pessoa. Visível, porque esta transformação deve manifestar-se no seu dia-a-dia, na convivência e no comportamento. Diz uma moderna lei da publicidade, perfeitamente aplicável à vida cristã, que “aquilo que não aparece não existe”. É o que chamamos de testemunho de vida. Para o seguidor de Jesus, esta transformação significa ter o mesmo rosto de Jesus: “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35) (DAp 138).

3. Ser santo é ser missionário. Por paradoxal pareça ser, ao falar em “transformação interior”, estamos mencionando a atitude de Jesus que vive “saindo ao encontro das pessoas: “Jesus saiu ao encontro de pessoas em situações muito diferentes: homens e mulheres, pobres e ricos, judeus e estrangeiros, justos e pecadores... convidando-os a segui-los. Hoje, segue convidando a encontrar n’Ele o amor do Pai. “Por isto mesmo, o discípulo missionário há de ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente aos pobres e pecadores” (DAp 147).

4. O único caminho para a santidade. Superando um certo conceito intimista e pietista de santidade ainda muito presente entre os católicos, o DAp mostra que é participando da missão de Mestre que o discípulo alcança a santidade: “Ao participar desta missão, o discípulo caminha para a santidade. Vive-la na missão o conduz ao coração do mundo. Por isso, a santidade não é uma fuga para o intimismo ou para o individualismo religioso, muito menos um abandono da realidade urgente dos grandes problemas econômicos, sociais e políticos da América Latina e do mundo e, muito menos, uma fuga da realidade para um mundo exclusivamente espiritual” (DAp. 148).

Alimentado pela mesma certeza que animava São Paulo a respeito dos Colossenses, repito a cada um de dos meus amados leitores e leitoras: “E, com alegria, daí graças ao Pai que vos tornou dignos de participar da herança dos santos, na luz” (Cl 1,1-12). E que Maria, nossa Santa Mãe, acompanhe com sua presença amorosa, nossa peregrinação rumo à autêntica santidade!

A todos o abraço fraterno do irmão e servidor em Cristo,

Pe.José Gilberto Beraldo
Equipe sacerdotal do GEN




sábado, 26 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

EU USO SACOLA RETORNÁVEL, PORQUE A TERRA NÃO É DESCARTÁVEL!





O Movimento de Cursilhos de Cristandade de Conceição do Coité, através do Núcleo de Educação está desenvolvendo o Projeto Eu uso sacola retornável, porque a terra não é descartável! Com o objetivo de substituir as sacolas plásticas de pão por uma sacola retornável e altamente higiênica, confeccionada com tecido PET, favorecendo assim a diminuição do lixo em nossa cidade. Sabemos que somos grandes consumidores das sacolas plásticas e que as mesmas levam até 450 anos para ser degrada pelo ambiente, pensando nisso é que estamos desenvolvendo o projeto a fim de minimizar esse problema, favorecendo a população Coiteense um modelo educativo de combate aos desgastes enfrentados pelo ambiente, trocando a utilização de sacolas plásticas por sacolas retornáveis.

As sacolas de pão poderão ser encontradas na Secretaria Paroquial, Criações Freitas, Sport e Cia ou através dos membros do Movimento de Cursilhos. O lucro recolhido com a venda das sacolas será utilizado na confecção de mais sacolas e na manutenção do Projeto Decolores.

Faça parte desse projeto, junte-se a nós, pois, a soma destas pequenas ações é que farão a diferença na preservação do nosso planeta.


Núcleo de Educação do Movimento de Cursilhos
Setor Diocesano de Conceição do Coité




quarta-feira, 2 de junho de 2010

EU NÃO DESISTO


Na historia da humanidade, sempre houve "sabidos" que desejavam levar vantagem em tudo. Nos tempos hodiernos, os espertalhões, os preguiçosos, os falsos letrados, os dotados de NA - portadores da necessidade de aparecer, para os que os usam como tapetes putrefatos para limpar os pés sujos de excrementos da pior espécie.
Vou continuar me valendo daquilo que sei fazer razoavelmente bem, para denunciar esta espécie de vida vegetativa que serve apenas de testa de ferro para os falsos poderosos. Por enquanto, estou oferecendo as carapuças para quem quiser vesti-las. Num futuro bem próximo citarei nomes e anunciarei o verdadeiro EVANGELHO para os hipócritas que se julgam sábios e donos do saber divino. E mais, não serei complacente com aqueles que estão à disposição das oligarquias imundas ou a serviço escusos destas.
Eu não desisto do meu sonho primeiro: servir a causa de JESUS CRISTO sem me valer da minha igreja para dela tirar proveito. Levarei a outras plagas onde visitar, a Boa Nova. Sonhos se constroem, não se rouba o sonho alheio para dele tirar proveito e se estabelecer.
Não desistirei de cultivar a verdade e a honradez. Na infância e na adolescência imposição dos meus pais, cuja a contrariedade destes dois valores custava-me uma reprimenda na forma conhecida por eles para educar os filhos!
Na maturidade a ratificação veio na convivência da Igreja, e tive como instrutores Mons. Luiz Rodrigues e Pe. Antonio Elias Cedraz que não abriam mão destes valores, e me mostravam qual a utilidade destes valores na vida dos que servem a CRISTO. Não vou decepcioná-los.
Não desisto de sonhar, pois, o homem que não sonha torna-se um ser vegetativo sem perspectiva real de ser útil à causa da MÃE Igreja. Entretanto, para sonhar preciso ter projetos ou pelo menos ter o sono dos justos - hora que meu espírito encontra-se com o que transcende à minha compreensão - e criar oportunidades para desenvolver a minha capacidade de ser verdadeiro e honrado, pois se assim não for não é sonho e sim, pesadelo.
Não desisto de minhas conquistas. Elas me valeram suor, lágrimas, conflitos e alguns arrependimentos. Porém, jamais vou pegar carona nas conquistas alheias que foram conseguidas com lutas que não travei, por sonhos que não sonhei, por ideais que não cultivei e por competências que eu não as possuo.
Não desisto da minha Igreja. Muito me custou chegar até aqui e criar uma identidade com o meu Senhor Jesus e sua proposta. É nesta Igreja que me encontro com pessoas verdadeiras - nem sempre - que choram comigo, se alegram quando estou alegre e aceitam as minhas criticas quando sinto que é necessário fazê-las. Tudo isso por ser um dos estudiosos destas Igreja Santa, pecadora e perseguida e conhecer os verdadeiros companheiros e irmãos em Cristo Jesus.
Não desisto das conquistas do MCC: Mansão da Paz Pai Bico e Educandário Divino Mestre, de forma alguma, como não desistirei de ajudar o irmão servidor e político mais correto, filho desta terra: ADALBERTO NERES PINTO GORDIANO – Betão! mentor de muitas empreitadas nesta paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Coité e neste município. Muitos são os que lutam para destruir a sua liderança e reputação com atitudes mesquinhas. A sua forma aberta ilibada e inquestionável de ser um homem de bem e fiel representante dos que falam a verdade, respeitam o próximo e dos que honram seus compromissos torna-o um verdadeiro CIDADÃO.
Por fim, não desistirei da busca eterna da salvação das pessoas que amo e que certamente, contribuem para a construção deste Reino sem muralhas e sem divisões. E rezarei por todos que se dispõem exercitar a maledicência e contrariar o mandamento do amor.


Texto: Abelardo Mascarenhas
Paz e bem



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Liberação do aborto e cegueira ideológica


 
Dr. Frei Antônio Moser
Assessor da CNBB para assuntos de Bioética

Na esteira de alguns países que confundem democracia e progresso com liberalismo total, alguns segmentos do Brasil, voltam continuamente às mesmas tônicas: "só seremos um povo progressista e saudável se liberarmos o aborto". A tônica e os argumentos são sempre os mesmos e totalmente inconsistentes sob todos os ângulos: livrar do sofrimento e eventualmente da morte tantas mulheres grávidas.

O que é difícil de entender é que este time de terceira divisão seja capitaneado por quem deveria estar buscando, por todos os meios, prestar socorro às mulheres grávidas em dificuldade e resolver tirar da humilhação milhares de doentes que passam seus dias ou em filas intermináveis ou empilhados em ambientes que por si só se constituem num atentado à vida.

Mais difícil ainda é entender a teimosia com a qual nem a manifestação clara da maioria da população contra a liberação do aborto, como mostram as pesquisas, nem a derrota dos representantes do Governo na 13ª. Conferência Nacional da Saúde, ocorrida em meados de novembro do ano passado, parecem haver sido suficientes para reconduzir estes grupos e organismos ao bom senso.

No último dia 7 de maio, o Conselho Nacional de Saúde derrubou o Projeto de Lei 1135/91, apresentado pelo governo em 2005, visando a liberação do aborto. Contagem dos votos: 33 a zero. Caso esta derrota dos partidários do aborto ainda não seja suficiente para retirarem seu time de campo, só nos resta tirarmos uma conclusão: nós nos encontramos diante de grupos acometidos por um mal muito grave e incurável que se denomina cegueira ideológica: fecham os olhos à luz dos fatos porque não querem ver, e não querem ver ou porque são tardos de inteligência ou porque alimentam interesses escusos.

Fonte: Canção Nova Notícias

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PROGRAMAÇÃO DA II ETAPA DA ESCOLA PARA MENSAGEIROS

SÁBADO
14:30 Acolhimento- merenda Equipes
14:45 Oração na Capela Nova Fátima
15:00 Plenária Abertura apresentação dos trabalhos  - Betão
16:00 Conclusão - Acrisia / Naná
16:30 Explicação das 18 dicas - Serginho
17:30 Grupo - produção - Serginho
18:00 Plenária 2ª etapa - Serginho
19:00 Grupo - produção - Serginho
19:30 - Celebração Eucarística Padroeira da Mansão
             Plenária conclusão - Serginho
20:00 Oração da noite - Nei
20:10 Asseio corporal Todos
20:30 Jantar Todos
21;30 Momento cultural- voz e violão noite romântica
 Equipe de animação
23:30 Recolhimento Todos

DOMINGO

7:00 Oração da manhã - Santa luz
7::30 Café da manhã Todos
8:00 Plenária Todos
8:00 1ª fase psicológica e a estrutura das mensagens:
 Conhece-te, O filho pródigo, Sentido da vida, O plano de Deus, - Abelardo
10:00 Lanche Todos
10:20 Conclusão -Abelardo
11:00 Retiro pessoal Todos
11:30 Celebração - Retirolândia
12:00 Almoço Todos



“A palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que espada”

(Hb 4,12)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Carta MCC Maio 2010

“Também o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir nem como pedir;é o próprio Espírito que intercede em nosso favor com gemidos inefáveis. E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos” (Rm 8, 26-27).

Meus amados irmãos e irmãs,

Neste mês de Maio, importantes comemorações acontecem na Igreja. Todas elas falam muito de perto à nossa vivência de seguidores de Jesus e membros do Povo de Deus. Entretanto, proponho que reflitamos na presente carta sobre o acontecimento fundante da Igreja, o acontecimento-Pentecostes, o acontecimento-nova efusão do Espírito Santo nos atuais “dias de Igreja”. Num momento de graves acusações contra a nossa Igreja Católica, contra o Papa Bento XVI, contra todos os sacerdotes indiscriminadamente; num momento de fuga de muitos que se diziam fiéis seguidores do Mestre, fuga motivada pelos escândalos ocasionados por tantos ministros indignos de sua missão e criminosos por suas ações, penso que devemos aprofundar o mistério de Pentecostes e, sobretudo, deixar-nos invadir pelo Espírito de Deus, por sua força, por sua sabedoria, enfim, pelos seus sete dons. Outra razão, não menos importante, é a preocupação ou, melhor, a grande esperança manifestada pelo nosso precioso Documento de Aparecida (DAp) num “Novo Pentecostes” ali citado seis vezes em distintos contextos. Preparemo-nos, pois, com muito fervor para nos deixar iluminar, aquecer, fortalecer e deixar arder o nosso coração na próxima celebração de um “novo Pentecostes”.
1.Um “novo Pentecostes” na mentalidade. Trata-se da conversão pessoal, isto é, de assumir no chão da vida, o modo de pensar de Jesus, a vida testemunhal de Jesus, o amor incondicional de Jesus até a morte de cruz. Mudar de mentalidade é “deixar arder o coração” como os discípulos de Emaús (Lc 24,32); é converter-se das vielas tortuosas e dos becos sem saída que se costuma percorrer; é converter-se das mentiras e ilusões que povoam os pensamentos; é converter-se da morte e da escuridão que nos cercam para o verdadeiro “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6). É urgente suplicar ao Espírito Santo, até com lágrimas, que transforme uma mentalidade de simples admiradores de um “ídolo” para seguidores incondicionais de um Mestre; de alunos talvez fascinados por um guru para discípulos apaixonados de Jesus; de meros expectadores passivos no seio de uma comunidade para missionários ativos e dinâmicos de uma Igreja viva e toda ela missionária também. A não ser assim, seguem alimentados pelo “fermento dos fariseus”; apáticos diante dos desafios de uma cultura de morte; conformados com o “homem velho” (cf. Ef 4,22-24) e, até, cooptados com as injustiças, o desamor, o ódio, a discriminação, etc. “O Espírito na Igreja forja missionários decididos e valentes como Pedro (cf. At 4,13) e Paulo (cf. At 13,9), indica os lugares que devem ser evangelizados e escolhe aqueles que devem fazê-lo (cf. At 13,2)” (DAp 150).Todos necessitamos, para mudar nossa mentalidade, de um poderoso “choque de novo Pentecostes”!

2.Um “novo Pentecostes” na Comunidade eclesial. Devido às dolorosas circunstâncias de sofrimento e provação pelas quais está passando nossa Santa Igreja Católica em todo o mundo, neste ano, mais do que em outras épocas, a Comunidade eclesial necessita da presença viva, da força, do discernimento e da ação transformadora do Espírito Santo. Pelo volume e intensidade destas provações, bem como pelos desafios apresentados pelo processo de globalização e de mudança de cultura, parece avolumar-se a sensação que a todos nos invade de voltarmos a ser aquele “pequeno rebanho” do qual fala Jesus aos apóstolos mas aos quais afirmava, ao mesmo tempo, que “foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino” (Lc 12,32).E o DAp nos lembra este “novo Pentecostes” na Comunidade eclesial: “O Espírito Santo que atua em Jesus Cristo é também enviado a todos enquanto membros da comunidade, porque sua ação não se limita ao âmbito individual. A tarefa missionária se abre sempre às comunidades, assim como ocorreu no Pentecostes (cf. At 2,1-13).(DAp 171).E, muito oportunamente, lembra-nos a pessoa de Maria iluminada pelo Espírito Santo: “Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários. Ela, da mesma forma como deu à luz o Salvador do mundo, trouxe o Evangelho a nossa América. No acontecimento em Guadalupe, presidiu, junto com o humilde João Diego, o Pentecostes que nos abriu aos dons do Espírito” (DAp 171).

3. Um “novo Pentecostes” nos Movimentos eclesiais. Bastam duas lembranças do DAp para concluirmos sobre a urgência de um “novo Pentecostes” nos Movimentos eclesiais. Aqui permitam-me fazer uma referência explícita ao Movimento de Cursilhos de Cristandade ao qual é sempre especialmente dirigida esta carta mensal: a) “A Igreja necessita de uma forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do Continente Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso, é imperioso assegurar calorosos espaços de oração comunitária que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível um atrativo testemunho de unidade “para que o mundo creia” (Jo 17,21) (DAp. 362); b) “Seria conveniente incentivar a alguns movimentos e associações que mostram hoje certo cansaço ou fraqueza e convidá-los a renovar seu carisma original, que não deixa de enriquecer a diversidade com que o Espírito se manifesta e atua no povo cristão” (DAp 311).

4. Um “novo Pentecostes” na ação missionária da Igreja-Povo de Deus. Nenhuma palavra mais eloqüente, nenhuma expressão mais urgente, nenhum apelo mais oportuno sobre a necessidade de um “novo Pentecostes” do que este que conclui o DAp. Se foi assim no ano da V Conferência, em 2007, hoje é, para dizer o menos, “dramático”! Já com sabor e calor de Pentecostes, com ele encerro esta carta:“Esta V Conferência, recordando o mandato de ir e fazer discípulos (cf. Mt 28,20), deseja despertar a Igreja na América Latina e no Caribe para um grande impulso missionário. Não podemos deixar de aproveitar esta hora de graça. Necessitamos de um novo Pentecostes! Necessitamos sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de “sentido”, de verdade e de amor, de alegria e de esperança! Não podemos ficar tranquilos em espera passiva em nossos templos, mas é imperativo ir em todas as direções para proclamar que o mal e a morte não tem a última palavra, que o amor é mais forte, que fomos libertos e salvos pela vitória pascal do Senhor da história, que Ele nos convoca na Igreja, e quer multiplicar o número de seus discípulos na construção de seu Reino em nosso Continente! Somos testemunhas e missionários: nas grandes cidades e nos campos, nas montanhas e florestas de nossa América, em todos os ambientes da convivência social, nos mais diversos “lugares” da vida pública das nações, nas situações extremas da existência, assumindo ad gentes nossa solicitude pela missão universal da Igreja” (DAp 548).

A todos deixo um caloroso apelo fraterno: que durante a preparação e no dia de Pentecostes deste ano, vamos insistir junto ao Espírito Santo que, como outrora a Maria e aos apóstolos, “envie línguas de fogo” inundando a cada um de nós, discípulos missionários e a toda Igreja com seus sete dons: sabedoria, inteligência, conselho, ciência, fortaleza, piedade e temor de Deus.

Para as mães que lerem estas linhas, desejo um feliz “Dia das Mães” (segundo domingo de maio) e a todos que, no dia de Pentecostes, possamos ouvir que “vem do céu um ruído como que de um vento forte” para impelir-nos à missão evangelizadora!



Pe. José Gilberto Beraldo
Assessor Eclesiástico Nacional
E-mail: beraldomilenio@uol.com.br

quarta-feira, 21 de abril de 2010

VIGIAI E ORAI – SÓ PALAVRAS?

Na minha infância, no povoado de Aroeira, eu ficava perturbado ao ouvir as badaladas do sino da pequena capela de São Joaquim, pois isso só acontecia quando alguém morria ou em período de festa do padroeiro ou dia de missa – que acontecia uma vez por ano. Na minha compreensão infantil, achava que toda vez que o sino era tocado era o sinal que a morte estacionara na casa de alguém! Eu chorava, pois não entendia o significado do badalar do sino que era triste e na minha compreensão aquele som anunciava que alguém havia morrido. Temia ser alguém da minha família e corria para casa numa desenfreada velocidade e só me aquietava quando via todos os meus familiares, principalmente, minha mãe.

Hoje, adulto e chegando à terceira idade, choro por outros motivos, mais por indignação e pela incapacidade de resolver problemas do que pelo desconforto da perda de um conhecido que se foi. Digo isso porque as minhas lágrimas poderiam ser evitadas se a Igreja que amo e divulgo, colocasse em prática o que nos ensina. O “Vigiai e orai” que se restringe ao campo das emoções colocando de lado o verdadeiro significado de vigiar: observar com atenção, cuidar de, zelar, estar de sentinela. Tudo isso se dilui por sentimentos pouco recomendáveis a cristãos que assumiu um compromisso com a causa de Jesus Cristo. É muito cômodo entretanto, omitir-se deixando o que nos é mais caro se exaurir e depois deixar descer pelas vias das emoções e da piedade piega. Eu continuo chorando, não mais pelas coisas que não compreendo, mas pelas coisas que percebo estarem erradas e me sentir impotente para resolve-las.

Diz o escritor Augusto Cury: “ A vida é o maior espetáculo no palco da existência.” E mais, aprendemos na nossa Igreja católica que o maior dom dado ao ser humano é o dom da vida!. É a Graça de Deus se fazendo presente na composição de um ser que é sua imagem e semelhança. Entretanto, fico a me perguntar por que o ser humano não valoriza a graça de Deus que está no seu semelhante? Por que o dinheiro está acima de todas as coisas, ate mesmo da vida? Os valores defendidos por nós cristãos tornam-se paradoxais no momento que negamos tais valores divinos ao nosso irmão. Mt 25, 31-46 descreve o juízo final e enfatiza os escolhidos do nosso Senhor. Esquecemos de praticar a caridade. Não cause sofrimento a pessoa que está magoada diz o livro do Eclesiastico 4,3.

Mas, é bom que saibamos que viver a maior das aventuras que nós – pobres mortais – enfrentamos no cotidiano da nossa existência não é fácil, principalmente, quando a vida é tratada como um objeto descartável. Quem de nós gostaria de estar na pele do nosso amado Pe. ANTONIO ELIAS? Vitima de planos de saúde mercenários, sem nenhum comprometimento com a vida, sem nenhum valor ético a defender. A não ser o capitalismo monstruoso que destrói pessoas e enriquecem outros tantos, que obedecem apenas a lei do levar vantagem em tudo e do enriquecer sem o menor esforço.

Como se não bastasse o pouco caso das instituições de saúde, ainda brota um descaso mais doloroso do seio da Igreja da qual o nosso amado sacerdote pertence, quando permite que ele fique nos corredores dos hospitais, deitado numa maca, sendo testemunha de óbitos de outros irmãos carentes de assistência, vitimas da indigência e da falta de respeito pela obra mais perfeita da criação de Deus. Para ser Igreja é necessário passar pelo escárnio publico, e expor o nosso caríssimo sacerdote a um novo calvário?

O Poeta e filosofo hindu TAGORE escreveu: “Sonho com o dia em o bem derrotado vencerá o mal vitorioso.” Quem vai tentar derrotar o bem nós já temos: Os omissos, os levianos, os planos de saúde, os médicos mercenários, os carrascos que administram o capitalismo selvagem e os homens que se prendem as falsas emoções e se escondem por detrás das máscaras do falso pudismo.

Eu não vou chorar. Rezemos por Padre Elias. Pai nosso...

Texto do Professor Abelardo Mascarenhas


PAZ E BEM



domingo, 11 de abril de 2010

FORRÓ DECOLORES

   A coordenação do GED avisa a todos os membros do MCC que reoslveu ADIAR  o forró Decolores marcado para o dia 24 de Abril em Retirolândia, por motivos dos problemas de saúde do Assessor Eclesiástico do GED da Diocese de Serrinha e Pároco de Retirolândia Padre Antonio Elias Souza Cedraz.
  Resolvemos adiar o forró Decolores em consideração e respeito ao nosso líder religioso.
  Abraços a todos....


Adalberto Neres Pinto Gordiano
Coordenador do GED

Jussara Borges
Vice - Coordenadora do GED

sábado, 27 de março de 2010

PE. LUIZ RODRIGUES OLIVEIRA UM SACERDOTE QUASE PERFEITO

     No final da década de 80 chega a nossa paróquia - Nossa Senhora da Conceição do Coité - Ba - um sacerdote cheio do Espírito de Deus, que trazia no seu referencial de vida a paixão pela igreja que serve e pela educação como sacerdócio complementar. Para nossa felicidade, um apaixonado pelo MCC - Movimento de Cursilhos de Cristandade e um profundo estudioso deste movimento além do magnífico mestre em cristologia, ramo do conhecimento teológico que veio concluir o doutorado na Espanha para melhor servir a Igreja de Nosso Senhor! Extremamente politizado nunca foi subserviente às propostas dos poderes políticos constituídos por homens de Fé diminuta. Coerente nas tomadas de posição, nunca deixou de ser verdadeiro, sincero e honesto em todos os aspectos do fazer humano. Inculturador do Evangelho penetrou em mais de oitenta comunidades eclesiais de base e por várias vezes mesmo sendo pároco de Conceição do Coité, assumiu a administração de outras paróquias diante da escassez de padres na então diocese de Feira de Santana. Passou por momentos difíceis com sua postura arroja, destemida e coerente quando se tratava da coisa pública e da defesa da nossa Igreja. Foi processado, mas não recuou um milímetro das suas convicções que ajudaram a se tornar sacerdote e educador. Professor do Colégio Polivalente de Conceição do Coité e do Colégio José Ferreira onde fundou o segundo grau. Como se não bastasse viajava toda semana para Salvador para ministrar aulas de cristologia na UCSAL. Liderando um grupo do MCC fundou o Educandário Divino Mestre onde foi o primeiro diretor. Foi as ruas juntamente com a comunidade comprometida com mudanças pedir a instalação de um campos da UNEB e saímos vitoriosos e Pe. Luiz, hoje, Monsenhor Luiz Rodrigues Oliveira foi diretor prótempore e professor da extinta EPB.
     Ainda como paróco de Conceição do Coité foi reitor do Seminário Propedêutico Santana Mesma em Salvador.
Intransigente quando se trata de falar a verdade, fez escola em Conceição do Coité onde deixou muitos admiradores! Justo nos seus julgamentos - o que era permitido julgar - e fiel aos amigos e paroquianos.
    Quando foi cumprir sua missão em outras plagas deixou muita saudade. Mons. Luiz Rodrigues Oliveira é aquela pessoa que ocupa um espaço no nosso coração e tal espaço está preservado para todo o sempre.
    Digo que ele é quase perfeito porque a perfeição é divina, e neste caso perfeito só Nosso Senhor Jesus Cristo!
    Mas estamos buscando a perfeição para exigirmos menos dos outros.

Paz e Bem!

Texto: Abelardo Mascarenhas

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sua mensagem sua vida

O MCC é um movimento da Igreja Católica, que tem como objetivo EVANGELIZAR. Durante os poucos dez anos de convivência com esse movimento pude aprender e ensinar muitas coisas, pois na escola da vida é assim, onde existe ensinagem também existe a aprendizagem.

Padre Luiz Rodrigues é o grande mestre do MCC do GED de Serrinha, foi ele que ajudou o grupo a se fortalecer, que chorou e sorriu, que ensinou e também aprendeu e dentre muitas de suas colocações, guardo com muito carinho a seguinte frase SUA MENSAGEM, SUA VIDA. Essa frase soa nos meus ouvidos como um alerta a todos os Cristãos e direcionarei estas palavras aos meus irmãos mensageiros do Cursilho de três ou dois dias, pois é muito comum, nas reuniões de preparação para o cursilho e também durante o encontro ver que alguns mensageiros pegaram mensagens de amigos, copiaram teorias dos livros, sites e bíblia e fazem de suas colocações cópias de teorias e vivencias alheias.

É preciso que as mensagens proclamadas nos cursilhos, nas reuniões de grupo, na igreja, seja o retrato da vida do mensageiro, ou seja, deve-se buscar fundamentos teóricos na bíblia e literatura católica, porém o que deve prevalecer é a nossa história de vida. Para isso é necessário uma revisão constante de nossos atos no dia a dia, devemos ser e dar testemunho de vida.

Os documentos do MCC, como o Cursilho por dentro, traz os esquemas das mensagens deixando bastante claro o caminho que o mensageiro deve seguir, no entanto se o mesmo não tiver o hábito de leitura, não estudar os documentos do MCC e da Igreja, não se dedicar a conversão diária, não terá as competências necessárias para elaboração e consequentemente para proclamação da mensagem.

Outro aspecto que merece atenção são os testemunhos, muitas vezes o mensageiro passa anos proclamando mensagens no cursilho, nas reuniões, na igreja, mas os seus testemunhos são sempre aqueles do início de quando a pessoa fez cursilho, encontrou a Deus, parecendo que Deus deixou de agir em sua vida.

Destarte, é necessário que os membros do MCC, que os Cristãos Comprometidos coloquem como prática constante de sua vida o ESTUDO, a ORAÇÃO e a AÇÃO, pois esse é o tripé do movimento.

Vamos aproveitar, no sentido primeiro da palavra, as oportunidades que temos a cada amanhecer de buscarmos aprimorar os nossos conhecimentos, para assim podermos cumprir o que nos pede Jesus, que sejamos pescadores de homens, lembrando sempre que Cristo conta conosco e nós contamos com a sua Graça.

Paz e Bem!

Texto: Dione Cedraz

quarta-feira, 17 de março de 2010

O que importa realmente Ser ou Ter?

A sociedade atual vive um grande tsunami de informação e transformação, com isso a humanidade não sabe mais qual direção tomar. A mídia mostra a cada dia aspectos do consumismo afirmando muitas vezes que só é legal aquele que consome muito, que veste tal marca, freqüenta tal restaurante e assim por diante.

O consumismo é definido como ato de comprar produtos ou serviços sem necessidade e consciência apenas para satisfazer ao desejo de estar na moda, de ter tal produto ou de estar em sintonia com a mídia. Com isso percebe-se as perdas dos valores na sociedade, o Ser já não é tão importante o que vale mesmo é o Ter. O que fazer então para mudar essa triste realidade?

Atualmente as instituições organizadas como escola e igreja estão sendo superadas pela mídia e a juventude moderna deixa-se levar muito mais pelas informações apresentadas na TV, Internet, rádio, etc do que por essas instituições, tudo isso se dá pela perda de valores como: respeito, solidariedade, honestidade e responsabilidade.

Há uma busca desenfreada pelo poder, e para isso vale tudo, passar por cima dos princípios familiares e religiosos, dessa forma a sociedade está a cada dia mais próxima daquilo que é apresentado pela mídia. Uma população alienada, multiplicação dos supérfluos e degradação do meio ambiente, todas essas coisas tem causado um grande prejuízo para humanidade.

A CNBB está discutindo sobre Economia e Vida com o objetivo de unir forças no combate ao consumismo que a sociedade hodierna vem se submetendo, para isso foi lançada a Campanha da Fraternidade 2010 que tem como lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, porém é preciso que essa discussão não se encerre junto com a campanha da fraternidade é necessário ir muito mais além, ou seja, deixar sempre viva a semente que está sendo lançada agora no combate ao consumismo e a destruição de nossa sociedade.

Contudo percebe-se que não está tudo perdido ainda pode-se mudar essa realidade e para isso é preciso um trabalho de parceria principalmente entre escolas e igrejas em que seja apresentado para os jovens um homem de nome Jesus Cristo, aquele que mudou a história da humanidade e que pede a cada um de seus filhos que cumpra o seu projeto de dignidade humana. É preciso lutar por uma mudança significativa na sociedade em que o bem comum seja promovido na condução de uma economia a serviço da vida, para que o Ser supere o Ter.

Paz e Bem!!!

Dione Cedraz  - Secretária do Ged de Serrinha - Bahia.

O SENTIDO DA QUARESMA

Celebrar a Quaresma é reconhecer a presença de Deus na caminhada, no trabalho, na luta, no sofrimento e na dor do povo! Como o povo de Israel que andou 40 anos no deserto ante de chegar à terra prometida, terra da promessa onde corre leite e mel. Como Jesus passou 40 dias de retiro antes de anunciar a vinda do Reino. Que subiu a Jerusalém para cumprir a missão que o Pai lhe confiou: dar a sua vida e ser glorificado.

A Quaresma é um tempo forte de conversão, de mudança interior, tempo de deixar tudo o que velho em nós, tempo de assumir tudo o que traz vida para gente, em nossas comunidades, em nossos ambientes e na sociedade. Tempo de graça e salvação, onde nos preparamos para viver, de maneira intensa, livre e amorosa, o momento mais importante do ano litúrgico, da história da salvação, a Páscoa, Aliança definitiva, vitória sobre o pecado, a escravidão e a morte.

Para muitos, é apenas um tempo triste em que se canta e medita sobre os sofrimentos de Jesus que morreu pelos pecados da humanidade. Tempo de pedir perdão a Deus e fazer penitência. A quaresma é marcada sobretudo pela sua dimensão pascal, onde se comemora o acontecimento da morte e da ressurreição de Jesus Cristo.

A espiritualidade quaresmal é caracterizada também por uma atenta, profunda e prolongada escuta da Palavra de Deus. É esta Palavra que ilumina a vida e chama à conversão, infundindo confiança na misericórdia de Deus. O confronto com mo Evangelho ajuda a perceber o mal, o pecado, na perspectiva da Aliança, isto é, a misteriosa relação nupcial de amor entre Deus e seu povo. Motiva para atitudes de partilha do amor misericordioso e da alegria do Pai com os irmãos que voltam convertidos.

Fazer da quaresma um tempo favorável de avaliação de nossas opções de vida e linhas de trabalho, para corrigir os erros e aprofundar a vivencia da fé, abrindo-nos a Deus, aos outros e realizando ações concretas de fraternidade, de solidariedade.

Celebrar a Quaresma é, antes de tudo, experimentar a presença e comunicação salvadora através das celebrações litúrgicas. É tornar presente, festejar as muitas libertações de Deus na história. È renovar a profissão de fé no Deus libertador que o povo eleito fez durante a escravidão do Egito. É também celebrar a busca da humanidade inteira por autêntica libertação, justiça e paz. De repente, toda experiência penitencial, todo clamor dos povos, todo esse combate contra o pecado pessoal e social do mundo, todo esse esforço de seguir Jesus no “ caminho da cruz” começa aos poucos, a dar seus frutos... os efeitos das passagens de Deus já vão se fazendo sentir... as alegrias da Páscoa já se anunciam... É que Terra prometida, o Mundo Novo, feito de homens e mulheres, gente liberta e salva, solidária e fraterna, já se esboça no horizonte...

Celebremos e Participemos da Quaresma com muito amor e carinho!

(Texto coordenação do Ged de Serrinha)