Ai de mim se não anunciar o evagenlho

sábado, 30 de outubro de 2010

CARTA MCC NOV 2010

“Nele (em Cristo), Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo,
para sermos santos e íntegros diante dele, no amor”  (Ef 1,4).
“Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas obras,
mas por causa do seu plano salvífico e de sua graça,
que nos foi dada no Cristo Jesus antes de todos os tempos” (2Tm 1,9).
 “Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade” (1Ts 4,7).

Amados e amadas no Deus-Santo, no Deus-Amor, no Deus-Ternura, no Deus-Pai e Mãe:

Entre outras comemorações do mês de novembro, penso que nós, caentre tantas vozes de um mundo a cada dia mais barulhento, mais inquieto, mais apelativo, tólicos, motivados pela Solenidade de Todos os Santos, logo no início do mês (na Igreja do Brasil, neste ano transferida do dia primeiro – por ser dia de semana para o domingo, 07), deveríamos ocupar-nos mais detidamente com uma reflexão sobre a santidade. Como santos, nesta Solenidade, a Igreja quer celebrar tanto os conhecidos e canonizados que não tiveram memórias especiais nos demais dias do ano, como os desconhecidos e anônimos, irmãos e irmãs nossos, heróicos no seguimento das pegadas de Jesus e fiéis nas virtudes evangélicas. Entretanto, observa-se que na cabeça de muito católico o conceito de santidade ainda está quase que restrito ao altar com a imagem do santo (a) de sua devoção ou à veneração de santos (as) canonizados (as) pela Igreja. Trata-se, porém, de um conceito, senão incorreto, pelo menos muito limitado do que seja a santidade. Talvez, por isso, explica-se a existência de um culto aos santos que é desproporcional em relação, por exemplo, à Eucaristia. Proponho, então, apresentar-lhes alguns pontos inspirados na Palavra de Deus anunciada pela palavra São Paulo e lembrada acima, tendo como tema central a vocação do cristão à santidade.

1.                No que consiste a santidade. Já no Antigo Testamento Javé convidava o povo de sua eleição a que fosse “santo” como Ele mesmo é santo: “Santificai-vos e sede santos, porque eu sou santo” (Levítico 11,44). Ora, Deus é santo porque, essencialmente, é Amor, como nos ensina São João (Cf.1Jo 4,16). Brotando da essência do Deus-Amor, a santidade nada mais é do que viver o amor: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Cf. Mt 22,39; Mc 12,31; Lc 10,27). Portanto, na palavra de Jesus, muito além do sacerdote e do levita, o samaritano foi um santo que amou o ferido e abandonado na sarjeta mais do que a si mesmo. São Paulo nos diz que santidade é ser “santo e íntegro” diante dEle, no amor. Então, meu irmão, minha irmã, aqui está a síntese da definição de santidade: AMOR e AMAR! Se você quiser avaliar seu conceito de santidade, avalie, antes de tudo, as dimensões do seu amor a Deus e ao próximo. Tudo o mais na busca da santidade nasce do AMOR: oração, renúncia, penitências corporais, sacrifícios, etc..

2.                A vocação para a santidade.  São Paulo nos diz que Deus, através de Jesus Cristo, a todos nos chamou com uma vocação santa (Cf.2Tm1,9) e, portanto, à própria santidade. Pois, se a santidade brota da essência do amor que é o nosso Deus-Amor, o chamado para a santidade nasce no coração do próprio Deus. Também São Pedro, lembrando o Levítico, nos admoesta: “Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: ‘Sereis santos porque eu sou santo” (1Pd 1,15-16). É no sacramento do batismo que nos purifica e nos introduz na intimidade da filiação divina, que vamos encontrar a vocação, ou seja, ouvir o chamado à santidade. São Paulo, como lemos acima, afirma que “Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade” (1Ts 4,7). Portanto, meus amados, não busquemos nenhuma desculpa para não ouvir a voz do Deus-Amor. A não ser que a “impureza”, a injustiça, o desamor, a violência, a vaidade, o orgulho ou os excessivos ruídos que nos cercam e que em nós penetram, nos tenham deixado surdos e surdas!

3.                A resposta ao chamado. Nosso Deus-Amor fez a sua parte: abriu seu terno coração e nos chamou à santidade, isto é, introduziu-nos na vivência do Amor. Amor que se traduz, como ensina Jesus, na prática do amor ao próximo, na vivência das bem-aventuranças e do Pai-Nosso. Implícita ou explícita, qualquer chamado espera uma resposta. E, agora? O Pai também espera uma resposta. A sua resposta. Resposta que a gente vai dando em todos os momentos da vida. Resposta que será dinâmica enquanto tivermos coragem para renovar o compromisso fundamental da fidelidade ao chamado; resposta repetida desde o nascer ao por do sol, pela manhã, à tarde e à noite, à medida que vamos relendo as circunstâncias pessoais e históricas que tecem a nossa vivência. Você, meu irmão, minha irmã, está disposto a responder com o amor nascido no seu coração ao chamado que Deus lhe faz para a santidade? Ou, até quando Ele deverá esperar sua decisão? Nossa sorte é que o Senhor nosso Pai-Mãe é paciente, “é misericordioso e compassivo, lento para a cólera e rico em bondade” (Cf. Sl 103,8).

4.                Desafios à busca da santidade. É fácil ser santo? Ser santa? Supondo que você tenha dado uma resposta positiva ao chamado de Deus à santidade, lembre-se que, apesar de todos os nossos anseios, nem sempre o caminho em busca da santidade se apresenta totalmente livre, sem qualquer obstáculo. Pelo contrário, quanto mais aspiramos alcançá-la, maiores poderão parecer as dificuldades, pois vai-se amadurecendo nossa  capacidade de discernir e, portanto, de melhor afinar os ouvidos para ouvir o Senhor que nos chama à santidade.  Onde antes não ouvíamos qualquer sussurro vindo dEle, hoje, com ouvidos mais sensíveis, entre tantas vozes de um mundo a cada dia mais barulhento, mais inquieto, mais apelativo, podemos perceber a voz de Jesus que nos convida a entrar por uma “porta estreita” (Cf.Mt 7,13); a “negar-nos a nós mesmos e tomarmos a cruz de cada dia” (Cf.Mt 16,24; Mc 8,34; Lc 9,23). É palmilhando os caminhos nas pegadas de Jesus; é assumindo o firme compromisso do seguimento do Mestre que, apesar de todas as nossas limitações e fraquezas, chegaremos à santidade, ou seja, à perfeição do amor: “Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). É fundamental que tenhamos sempre gravado na mente e “tatuado” no coração que: “Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade” (1Ts 4,7).

Permitam-me, meus amados, encerrar esta carta ousando fazer minhas as mesmas palavras que São Paulo, já saudoso, dirigia a seus irmãos e irmãs de Roma: “A vós todos que estais em Roma, amados de Deus e santos por vocação, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso Senhor, Jesus Cristo” (Rm 1,7).


Pe. José Gilberto Beraldo
Grupo Sacerdotal do MCC

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Carta MCC Outubro 2010

“O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir. E dizia-lhes: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para sua colheita’.” (Lc 10,1-2).

Muito amados irmãos e irmãs, leitores e leitoras que, “entre todas as nações”, buscam identificar-se como discípulos missionários, como enviados de Jesus:

No mês de outubro de cada ano, a Igreja Católica celebra o MÊS DAS MISSÕES e, no último domingo, o DIA MUNDIAL MISSIONÁRIO. Portanto, não é somente oportuno como, até, obrigatório que na carta deste mês tratemos desse assunto tão importante e urgente. Nisso somos guiados, orientados e iluminados por um dos Documentos mais significativos da história da Igreja da América Latina, o Documento de Aparecida (DAp). Desde seu lema inspirador, “Discípulos missionários de Jesus Cristo para que nEle nossos povos tenham vida” “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6), até o último parágrafo, o DAp vai iluminando o seu tema central, isto é, a missão evangelizadora da Igreja, e é todo impregnado de “missão”, respirando-a e transpirando-a até chegar a um apelo, que eu diria quase dramático, e ao lançamento de uma Grande Missão Continental, para a América Latina e Caribe, concretização do mandato de Jesus: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19). Deixemo-nos, pois, envolver por essa luz, “um novo Pentecostes”, como nos diz o DAp. Também, já há algum tempo, as mesma luz foi acesa pelo Papa Paulo VI com outro precioso documento, a Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi” (EN) ou “A Evangelização no Mundo Contemporâneo”. Convido-os, pois, meus amados, a abrir algumas janelas que nos ajudem a ver e assumir com maior determinação esse desafiante processo de “fazer discípulos”.

1. Primeira janela: o que é “missão”? É uma tarefa a ser executada, um compromisso de levar até o fim algo que foi encomendado e aceito por alguém. No nosso caso, é aceitar e levar a termo a tarefa para cuja execução Jesus envia seus discípulos, a tarefa de anunciar o Reino de Deus: “O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente... (Lc 10,1). Aceitar a missão evangelizadora é cultivar a mentalidade de ser enviado, de “sair”, isto é, deixar o comodismo, os braços cruzados, a realização dos próprios interesses. É esquecer-se da passividade e da tranquilidade dos templos e “ir”: “Necessitamos sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de “sentido”, de verdade e de amor, de alegria e de esperança! Não podemos ficar tranquilos em espera passiva em nossos templos, mas é imperativo ir em todas as direções para proclamar que o mal e a morte não têm a última palavra, que o amor é mais forte, que fomos libertos e salvos pela vitória pascal do Senhor da história, que Ele nos convoca na Igreja, e quer multiplicar o número de seus discípulos na construção de seu Reino em nosso Continente” (DAp 548). O fiel cumprimento dessa missão nada mais é do que evangelizar. E, evangelizar é vocação e missão de toda a Igreja; vocação e missão de cada cristão católico, de cada batizado; é sua missão, meu querido irmão, minha querida irmã.

2. Segunda janela: quem é o missionário? a) É alguém enviado, como um dos setenta e dois, para executar uma missão, uma tarefa indo adiante de Jesus. É todo aquele e aquela que afirma ser discípulo e seguidor do Mestre Jesus e que assume executar a mesma missão que Ele assumiu diante do Pai, sempre dispostos a “recomeçar a partir de Cristo”: “Todos os batizados são chamados a “recomeçar a partir de Cristo”, a reconhecer e seguir sua Presença com a mesma realidade e novidade, o mesmo poder de afeto, persuasão e esperança, que teve seu encontro com os primeiros discípulos nas margens do Jordão, há 2000 anos, e com os “João Diego” do Novo Mundo. Só graças a esse encontro e seguimento, que se converte em familiaridade e comunhão, transbordante de gratidão e alegria, somos resgatados de nossa consciência isolada e saímos para comunicar a todos a vida verdadeira, a felicidade e a esperança que nos tem sido dada a experimentar e nos alegrar” (DAp 549). b) São os Movimentos e Comunidades Eclesiais. Refiro-me aqui, especificamente, ao Movimento de Cursilhos de Cristandade. Se em muitos lugares e desde suas origens, portou-se como discípulo, agora é a hora de, impulsionado por seu carisma, ser “fermento de evangelho nos ambientes”, fazer a releitura de sua vocação missionária, sobretudo em nossa América Latina:” Os novos movimentos e comunidades são um dom do Espírito Santo para a Igreja. Neles, os fiéis encontram a possibilidade de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente até ser verdadeiros discípulos missionários” (DAp 311). Apliquemos ao Movimento estas palavras do Papa Paulo VI: “Finalmente, aquele que foi evangelizado, por sua vez, evangeliza... não se pode conceber uma pessoa que tenha acolhido a Palavra e se tenha entregado ao Reino sem se tornar alguém que testemunha e, por seu turno, anuncia essa Palavra” (EN 24).

3. Terceira janela: onde e como ser missionário? Onde quer que viva, esteja ou passe, o discípulo de Jesus pode vivenciar sua missão de evangelizador. Missionário não é apenas – como se pensava não há muito tempo – aquele que abandona sua pátria e sua família para dedicar-se à evangelização em geografias distantes (ainda que isso continue sendo absolutamente urgente, como afirma o DAp 548 que a chama de “missão ad gentes”. Missionário é aquele e aquela que encarna os critérios e valores do Evangelho e assim os testemunha por seus atos e procedimentos na sua vida cotidiana, por suas palavras e ações.

4. Quarta janela: exigências para ser discípulo missionário. Julgo suficiente para a nossa reflexão indicar a leitura de todo o Capítulo VI do DAp, “O caminho de formação dos discípulos missionários” que insiste numa exigência básica – a formação – e indica seus caminhos.

Concluindo... Meu irmão, minha irmã: sua família, seu bairro, seu ambiente de trabalho e lazer, a grande comunidade formada por todos aqueles com quem você convive, são os locais do exercício de sua atividade missionária, onde você deve fazer, ao mesmo tempo, a experiência do Espírito Santo, que “Não é uma experiência que se limita aos espaços privados da devoção, mas que procura penetrá-los completamente com seu fogo e sua vida. O discípulo e missionário, movido pelo estímulo e ardor que provêm do Espírito, aprende a expressá-lo no trabalho, no diálogo, no serviço e na missão cotidiana” (DAp 284). Jesus espera que você caminhe atrás dEle: “E percorria os povoados da região, ensinando” (Mc 6,7).

Meu abraço fraterno e carinhoso.

Pe. José Gilberto Beraldo
Grupo Sacerdotal do MCC

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Não tenham medo da Verdade", exclama Bento XVI

'Queridos irmãos e irmãs, desejo dizer a todos, também àqueles que estão em um momento difícil em sua caminhada de fé, a quem participa pouco na vida da Igreja ou a quem vive 'como se Deus não existisse', que não tenham medo da Verdade, não interrompam nunca o caminho rumo a ela, não deixem de procurar a verdade profunda sobre si mesmos e sobre as coisas com o olho interior do coração. Deus não deixará de dar Luz para fazer ver e Calor para fazer sentir no coração que nos ama e que deseja ser amado', disse Bento XVI ao final da Catequese desta quarta-feira, 25.
O encontro do Papa com os peregrinos foi dedicado à figura de Santo Agostinho - cuja memória litúrgica é celebrada no sábado, 28 - e aconteceu às 10h30min (em Roma - 5h30min em Brasília), a partir do balcão do pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo. Ao final, o Santo Padre fez apelo à comunidade internacional em prol da Somália.
Como agosto chegou ao fim, esta foi a última Catequese realizada em Castel Gandolfo neste ano. Bento XVI ainda permanece em período de descanso no local durante todo o mês de setembro, mas as audiências voltam a acontecer no Vaticano já na próxima semana.
O Pontífice afirmou que todos possuem, na própria vida, pessoas que lhes são próximas. Nesse sentido, defendeu a importância de se ter 'companheiros de viagem' no caminho da vida cristã.
'Todo mundo deveria ter algum Santo que lhe fosse familiar, para senti-lo próximo com a oração e a intercessão, mas também para imitá-lo. Desejo convidar-vos, portanto, a conhecer mais profundamente os Santos, começando por aqueles de que levais o nome, lendo-lhes a vida, os escritos. Tenhais certeza de que se tornarão bons guias para amar ainda mais o Senhor e válidos auxílios para o vosso crescimento humano e cristão', indicou.
São José e São Bento são alguns dos santos a que o Papa é ligado de uma forma especial, bem como o próprio Santo Agostinho, 'que tive o grande dom de conhecer, por assim dizer, proximamente através do estudo e da oração e que se tornou um com 'companheiro de viagem' na minha vida e no meu ministério. Gostaria de sublinhar uma vez mais um aspecto importante da sua experiência humana e cristã, atual também na nossa época em que o relativismo parece ser, paradoxalmente, a 'verdade' que deve guiar o pensamento, as escolhas, os comportamentos', disse.
Verdade e silêncio
 O Santo Padre ressaltou o caminho difícil de Santo Agostinho em sua busca pela Verdade, seus erros e acertos, até perceber que 'aquele Deus que procurava com as suas forças era mais íntimo a si do que ele mesmo, sempre estava ao seu lado, nunca o havia abandonado, estava na expectativa de poder entrar definitivamente em sua vida'.
Logo após, Bento XVI apresenta um episódio em que o Santo de Hipona conversa com a mãe, Santa Mônica, conforme relatado nas Confissões:
'É ma cena muito bela: ele e a mãe estão em Ostia, em um albergue, e da janela veem o céu e o mar, e transcendem céu e mar, e por um momento tocam o coração de Deus no silêncio das criaturas. E aqui aparece uma ideia fundamental no caminho rumo à verdade: as criaturas devem ficar em silêncio quando se deve dar lugar ao silêncio em que Deus pode falar'.
Por fim, o Bispo de Roma explica que esse episódio é verdadeiro também na atualidade, em que as pessoas pareceriam ter uma espécie de medo do silêncio. 'Frequentemente prefere-se viver somente o momento presente, iludindo-se que traga felicidade duradoura; prefere-se viver, porque parece mais fácil, com superficialidade, sem pensar; tem-se medo de buscar a Verdade, ou talvez tenha-se medo de que a Verdade nos encontre, nos apanhe e mude a vida, como fez com Santo Agostinho'.


Fonte Canção Nova




terça-feira, 10 de agosto de 2010

CARTA MÊS DE AGOSTO

“Com efeito, Deus, que disse: ‘Do meio das trevas brilhe a luz’, é o mesmo que fez brilhar a luz em nossos corações, para que resplandeça o conhecimento da glória divina que está sobre a face de Jesus Cristo” (2Cor 4,6).

Algumas – ou muitas – de minhas cartas mensais do mês de agosto, desde o já distante 1999, têm tido como foco, reflexões que giram em torno da Transfiguração de Jesus cuja festa é celebrada no dia seis. Pois neste de 2010, quero centrar-me no mesmo episódio, pois o julgo importante para a vida dos discípulos missionários nos dias que correm. Dias de aceleradas transformações; dias de vertiginosas mudanças; dias nos quais brilham luzes imaginárias que quando, porventura, se acendem mostram-se fugidias e enganadoras; dias de faces brilhantes e mentes carregadas de obscuridade, apesar de tantas promessas de holofotes e de intenso brilho; dias de irradiantes emanações da ciência e, entretanto de tanta obscuridade dos corações na expressão e vivência da fé.

1. Jesus manifesta a sua glória na luz de sua face resplandecente. De maneira muito especial é São João que, desde o início do seu Evangelho, nos mostra a presença da luz em Cristo; melhor, identifica Cristo, a Palavra do Pai, com a luz: “Nela (na Palavra) estava a vida e a vida era luz dos homens” (Jo 1,4). Prosseguindo, o Evangelista constata que, apesar de iluminar a todo o mundo, não só o próprio mundo não a reconheceu, como também não a reconheceram os que eram seus: “Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram” (Jo 1,11). E não acolheram a Palavra pela simples razão de não a conhecer. Agora, entretanto, os discípulos tinham diante de si a Palavra, a “Luz verdadeira que, vindo ao mundo a todos ilumina” (Jo 1, 9). Mesmo assim duvidavam que Jesus fosse a Palavra eterna do Pai, a Luz verdadeira. Talvez por isso, Jesus quis provar-lhes a sua divindade, transfigurando-se no alto da montanha para que ouvissem a voz do Pai saída dentro da nuvem: “Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-o!” (Lc 9, 38). O esplendor da face de Jesus no episódio da Transfiguração deveria levar os apóstolos à convicção de que eles, e os que aceitariam a Luz verdadeira, se tornariam filhos e filhas de Deus e não mais caminhariam nas trevas, como já lhes dissera o próprio Jesus: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida”. (Jo 8,12). Aliás, o Evangelista volta a afirmar ainda no início do seu Evangelho: “A quantos, porém, a acolheram, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; são os que crêem no seu nome” (Jo 1,12). Aos meus caros leitores deixo dois pontos para reflexão: a) você reconhece em Jesus a única fonte de luz capaz de iluminar todo seu ser? b) você tem manifestado aos que o cercam a alegria da luz de Cristo?

2. Os discípulos missionários manifestam ao mundo a luz de Cristo. Se sua resposta foi positiva, então você pode ter certeza de que tudo ao seu redor vai ser iluminado por sua presença: a família, o ambiente de trabalho, de lazer, de convivência e de relação com outras pessoas. Seus olhos haverão de brilhar iluminados pela luz de Cristo; suas palavras haverão de ser centelhas faiscantes da luz divina; o mundo todo ao seu redor, tal como um farol a guiar os navegantes, haverá de, pouco a pouco, transfigurar-se também, iluminando, assim, seus próprios critérios e valores com a luz do Transfigurado. O seguidor de Jesus, seu discípulo missionário, como um ser iluminado por essa luz, sob nenhum pretexto poderá esconder-se ou esconder a luz que brilha nele, embora continuamente tentado pelas ilusórias luzes da cultura contemporânea e por suas enganadoras facilidades: o consumismo, a vaidade, as aparências enganosas do culto ao corpo, etc.. O nosso Documento de Aparecida repete, pelo menos umas seis vezes, que necessitamos de um “novo Pentecostes”. Ora, Pentecostes é a luz do Espírito Santo, é a luz do Transfigurado. É verdade que o Documento nos fala de cada comunidade. Entretanto, não existe comunidade sem a participação viva de cada discípulo missionário: “Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso, é imperioso assegurar calorosos espaços de oração comunitária que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível um atraente testemunho de unidade “para que o mundo creia” (Jo 17,21 (DAp 362).

3. É urgente “desarmar” as tendas. Comodismo, instalação, acomodação. Pedro, Tiago e João, diante de tanto fascínio, de tanta glória, talvez estivessem pensando haver encontrado a tranquilidade, a paz, enfim, o paraíso na terra. Quem sabe já se sentiam cansados de andar com aquele que era visto com tanta desconfiança por seus próprios conterrâneos. Ou, então, sentiam-se lisonjeados pelo convite com que o Senhor lhes privilegiara sobre os demais seguidores dAquele que parecia um “sinal de contradição” para os costumes vigentes e para os seus desafetos e inimigos de sua mensagem. Então, por que não armar ali três tendas... porque não permanecer abrigados para sempre e para sempre iluminados por aquela luz divina? Afinal, longe do tumulto das incômodas e barulhentas multidões que corriam atrás do Mestre em busca de milagres e sinais do céu, até a voz de Deus se fizera ouvir, confirmando tudo o que Jesus já lhes vinha afirmando. Mas, era preciso descer, sair, com Jesus, retomar a cruz de cada dia, voltar ao chão da vida peregrina do Mestre. E você, meu irmão, minha irmã, qual é sua atitude? Embora maravilhosos os momentos passados aos pés do Mestre, você não se anima a “descer” com Ele para a missão? Por que não desarmar nossas tendas, ainda que muito confortáveis?

Termino com uma forte chamada de atenção que nos fazem nossos Pastores em Aparecida:“Esta V Conferência, recordando o mandato de ir e fazer discípulos (cf. Mt 28,20), deseja despertar a Igreja na América Latina e no Caribe para um grande impulso missionário. Não podemos deixar de aproveitar esta hora de graça. Necessitamos de um novo Pentecostes! Necessitamos sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de “sentido”, de verdade e de amor, de alegria e de esperança! Não podemos ficar tranqüilos em espera passiva em nossos templos, mas é imperativo ir em todas as direções para proclamar que o mal e a morte não tem a última palavra, que o amor é mais forte, que fomos libertos e salvos pela vitória pascal do Senhor da história, que Ele nos convoca na Igreja, e quer multiplicar o número de seus discípulos na construção de seu Reino em nosso Continente! Somos testemunhas e missionários: nas grandes cidades e nos campos, nas montanhas e florestas de nossa América, em todos os ambientes da convivência social, nos mais diversos “lugares” da vida pública das nações, nas situações extremas da existência, assumindo ad gentes nossa solicitude pela missão universal da Igreja” (DAp 548).

Um forte abraço fraterno do irmão e servidor em Cristo, desejando de todo o coração que ouçamos a voz do Pai: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escuta o que Ele diz” (Lc 9, 35);


Pe. José Gilberto BERALDO
Grupo Sacerdotal do GEN
e-mail: beraldomilenio@uol.com.br



sábado, 31 de julho de 2010

SORTEIO DA RIFA 31.07.2010

O bilhete sorteado de acordo com a centena do primeiro prêmio da Loteria Federal foi o nº 160.
Em Breve divulgaremos o nome do Ganhador.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ESCOLA DE MENSAGEIROS DO GED

Escola de mensageiros... a que será que se destina?

Vivemos todos os dias a reconstrução dos elos quebrados e o questionamento das atitudes que fogem ao discurso. Daí a necessidade de um espaço onde o amadurecimento humano e religioso seja foco de atenção e de desejo. Criar esse espaço, talvez, seja um dos caminhos que favoreçam a melhor percepção dos dons e carismas (Cor 12, 7-10) que nortearão de modo mais decisivo o trabalho dos cristãos. A escola de mensageiros pensada para o MCC contempla essa possibilidade.
Nesta última, de três etapas, ocorrida dias 10 e 11/07, a coordenação adotou a seguinte programação:

Sábado, a partir da 14h:

• Sob coordenação de Serginho, trabalho voltado para a construção textual: intertextualidade, coesão, coerência, elegância, concordância e o contrato autor/leitor.

• Abordagem sobre a segunda fase psicológica, características e objetivos de cada mensagem/meditação do Cursilho, por Abelardo.

• Oração da noite e jantar.

• Noite Cultural (exibição de um filme), por Vera e Mara.

Domingo, a partir da 8h:

• Oração da manhã.

• Exposição sobre a terceira fase psicológica, por Dione.

• Deserto, conduzido por Naná.

• Apreciação sobre o MCC, por Betão (GED)

• Conclusão dos trabalhos, por Acrísia.

• Encerramento com almoço.

A execução dessas atividades ajuda a fortalecer nossa fé no Plano Divino, torna-nos mais aptos a compreender os processos de vivência e experiência cristológica, além de renovar as forças para um investimento autêntico e verdadeiro naquilo que se denomina tripé cursilhista: estudo, oração e ação. Sem percebermos, colocamos em prática esses três “mandamentos” que nos fazem crescer e lutar em prol do Reino de paz e amor.

De maneira simples e humilde busquemos aprender, internalizar os conhecimentos e, assim, façamos nossa mensagem cotidianamente em todos os ambientes dos quais nos propusemos participar e nos quais devemos ser sal e luz, como nos ensina o próprio Cristo, em Mt 5, 13-16,.


Texto: José Nildo

quinta-feira, 8 de julho de 2010


Como é do conhecimento de todos que Padre Elias teve que fazer uma cirurgia para retirada de um tumor no estômago e que estava no hospital da UNIMED em Lauro de Freitas, informamos que o nosso querido Padre Elias já se encontra na casa de sua prima em Salvador, deixou o hospital hoje 08.07.2010 depois de mais de dois meses internado. Graças a Deus e as orações do nosso povo o tumor não se alastrou e  não vai ser preciso fazer quimioterapia.
Agradeçemos a todos pela orações de pedido e como o próprio Padre Elias falou agora temos que fazer agradecimentos a Deus pelas Graças alcançadas. 
O GED - Grupo Executivo Diocesano agradeçe de uma forma muito especial ao seminárista GUGU, por ter se dedicado totalmente no apoio ao nosso Assessor Ecelsiástico.

Grupo Executivo Diocesano do Movimento de Cursilhos de Cristandade.

domingo, 4 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

Jesus Cristo. Deus ou homem? Uma Reflexão sobre Jesus Cristo




Jesus Cristo sempre existiu. Ele e a segunda pessoa da trindade. Deus Pai, Deus filho (Jesus) e Deus Espírito Santo.
Veio ao mundo em forma de homem. Nasceu de mulher, apesar de ter sido gerado pelo Espírito Santo de Deus. Cresceu e viveu como homem comum. Passou por tudo que um homem de sua época passava.
Jesus Cristo foi obediente aos seus pais terrenos, a Deus, ao estado e as leis de sua época (ele pagou os tributos ao Império Romano). Como homem teve uma profissão, foi marceneiro e exerceu esta profissão junto com seu pai terreno, José.
Jesus Cristo não era metade homem e metade Deus, ele era 100% homem e 100% Deus. Isto é um grande mistério
Jesus Cristo tinha um plano a cumprir e sabia disso desde o início. O plano havia sido traçado por Deus, antes da fundação do mundo. No momento certo, por volta dos 30 anos de idade, iniciou o seu ministério, isto é, saiu e começou a anunciar a todos que ele era o filho de Deus e que as pessoas deveriam arrepender-se de seus pecados.
Jesus Cristo era esperado por seu povo, os judeus, mas eles não o reconheceram e o negaram.
Jesus Cristo realizou muitos milagres. Curou doentes, expulsou demônios, multiplicou pães, transformou água em vinho, fez o mar revolto de acalmar, ressuscitou mortos, perdoou pecados, entre outros.
Jesus Cristo andava e conversava com pecadores. Ele condenou o pecado, mas não os pecadores.
Jesus Cristo ensinou como nenhum outro jamais ensinou, declarou o amor como dom maior que o homem pode ter nesta vida.
Jesus Cristo chorou.
Durante seu ministério, treinou algumas pessoas para darem continuidade a sua obra.
Dividiu a história do homem em duas partes a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo).
Jesus Cristo foi preso, julgado e considerado inocente. Mesmo assim o condenaram. Carregou uma pesada cruz e nela foi crucificado, mesmo sem ter cometido nenhum pecado.
Jesus Cristo entregou a sua vida. Ele morreu em meu lugar e no seu lugar. Seu sangue derramado na cruz é o que purifica os nossos pecados.
Jesus Cristo ressuscitou no terceiro dia após a sua morte. Depois disso ficou por volta de 52 dias na terra e então voltou ao céu. Este acontecimento foi visto por muitos. Jesus vive e está a direita de Deus.
Jesus Cristo voltará para levar ao céu aqueles que o aceitarem, que crerem na sua pessoa, no seu sacrifício e obedecerem a sua palavra, a Bíblia Sagrada.
Jesus Cristo voltará para julgar e condenar ao inferno aqueles que o rejeitarem.
Jesus Cristo te ama e quer te salvar. Ele já pagou o preço dos seus pecados, basta agora você aceitá-lo como seu Senhor e Salvador.

Jesus Cristo é o Senhor.

Texto: evangelização.blog.com.br

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PROGRAMAÇÃO DA ESCOLA DE FORMAÇÃO 10 E 11 JULHO

SÁBADO
14:00 Acolhida Coordenação
14:20 Capela /Oração Santa Luz
14:30 Plenária/Mensagem de Acolhida Acrisia
15:00 Explanação Geral Serginho
15:30 Merenda Todos
16:00 Grupo 1 Coesão textual Joise
Grupo 2 coerência Dione Cedraz
Grupo 3 estilística Nildo
Grupo 4 concordância nominal e verbal Jussara
Grupo 5 intertextualidade Ane
Grupo 6 pactos de leitura Serginho
17:00 Apresentação das produções/conclusão com professor Grupos
17:30 Conclusões finais Ane
18:00 2ª fase psicológica Abelardo
19:30 Oração da noite Nova Fátima
20:00 Jantar Todos
20:30 Asseio corporal Todos
21:00 Apresentação cultural Alunos

DOMINGO
7:00 Capela/oração Coité
7:20 Café da manhã Todos
8:00 3ª fase psicológica Dione
9:00 Tira duvidas Todos
9:30 Merenda Todos
9:50 Motivação p/ retiro Naná
10:40 Plenária, conclusões finais Acrisia/Naná
11:20 Avaliação/sugestões Todos
11:40 Capela /encerramento Retirolândia
12:00 Almoço Todos

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Carta MCC Julho 2010

“Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas obras, mas por causa do seu plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada no Cristo Jesus antes de todos os tempos” (1Tm 1, 9).

Esclarecimento. Ao iniciar esta carta mensal, é importante prestar aos meus leitores e leitoras, cursilhistas ou não, alguns esclarecimentos necessários. Já deve ser do conhecimento de todos que a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – através do seu Conselho Permanente, nomeou um novo Assessor Eclesiástico Nacional para o MCC do Brasil na pessoa do Pe. Francisco Bianchin, o nosso querido irmão Pe.Xico, sacerdote palotino de Santa Maria (RS). Respeitando e acatando a decisão, deixo a assessoria eclesiástica do MCC do Brasil depois de mais de trinta anos de presença e de dedicação exclusiva. Dos quase cinquenta e dois anos do meu sacerdócio, quarenta foram dedicados a este Movimento eclesial pelo qual lutei e sofri, mas, que, também muitas alegrias e plena realização pessoal me proporcionou. Creio, portanto, poder dizer neste momento de minha vida sacerdotal aquilo que Jesus nos ensina: “Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’” (Lc 17,10). Agradecendo a Deus, Doador de todos os dons, agradeço igualmente a todos meus irmãos e irmãs, sobretudo do MCC, que durante todos estes anos souberam suportar todas as minhas limitações, entre outras, minhas impaciências, exigências, impertinências e intransigências, pelo que lhes peço, também, o fraterno e evangélico perdão. Por outro lado, tenho certeza de que a assessoria eclesiástica do MCC do Brasil estará em mãos tão competentes como as do querido Pe.Xico, experiente na pastoral evangelizadora quer na paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Santa Maria da qual ele continua sendo o pastor zeloso e pároco exemplar, quer como Assessor diocesano e Regional do MCC no Rio Grande do Sul, quer como primeiro Assessor Nacional Adjunto durante tantos anos. E, por tudo isto, e mais pela sua acessibilidade e dedicação, admirado e respeitado por todos nós. Que Deus o guie e que o Espírito Santo o ilumine e fortaleça é o meu desejo pessoal. E que todo o MCC do Brasil o acompanhemos com a oração e com uma efetiva colaboração.

De minha parte, sempre confiado na graça do Senhor, como no primeiro momento de minha ordenação sacerdotal no longínquo ano de 1958, respondendo ao chamado do Bispo ordenante, o meu saudoso D .Henrique Golland Trindade, então Bispo de Botucatu (SP), com o profeta Isaias ouso repetir: “Aqui estou! Envia-me” (Is 6,8). Em reunião do Grupo Executivo Nacional (GEN) havida há poucos dias, considerou-se a nova realidade do MCC no Brasil, chegando-se à conclusão de criar uma equipe sacerdotal que, sob a orientação do novo Assessor Nacional, deverá acompanhar o Movimento. A mim foi-me solicitado que continuasse a redigir as cartas mensais como, aliás, venho fazendo há mais de dez anos. É com muita alegria e disponibilidade que o faço. Vamos, então, ao tema central de nossa reflexão deste mês como aparece na citação da Primeira Carta de Paulo a Timóteo: a vocação e o caminho para a santidade.

1....Todo batizado é chamado à santidade. Trata-se de uma vocação, de um chamado da parte do Pai já feito no próprio batismo, da “vocação santa” da qual nos fala São Paulo. Mas toda vocação, todo chamado esperam uma resposta. A santidade nada mais é do que esforçar-se para responder a um chamado; esforçar-se para entrar pela “porta estreita” (Cf Mt 7, 13-14), porta que é o próprio Jesus. Santidade nada mais é do que buscar viver as bem-aventuranças anunciadas e vividas por Ele mesmo: “No seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus: seu amor e obediência filial ao Pai, sua compaixão entranhável frente à dor humana, sua proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade à missão encomendada, seu amor serviçal até a doação de sua vida. Hoje, contemplamos a Jesus Cristo tal como os Evangelhos nos transmitiram para conhecer o que Ele fez e para discernir o que nós devemos fazer nas atuais circunstâncias” (Doc.Aparecida 139). Aliás, atualizando para todos os católicos da América Latina e do Caribe o autêntico sentido de santidade, o mesmo Documento de Aparecida (DAp) dedica todo o capítulo quarto ao tema: “A vocação dos discípulos missionários à santidade”. Assim podemos ler logo no seu início: “Nestes últimos tempos, Ele nos tem falado por meio de seu Filho Jesus (Hb 1,1ss), com quem chega a plenitude dos tempos (cf.Gl 4,4,). Deus, que é Santo e nos ama, nos chama por meio de Jesus a sermos santos (cf. Ef 1,4-5) (DAp 130).

2. Ser santo é parecer-se com o Mestre. Trata-se de uma transformação invisível e, ao mesmo tempo, perceptível aos olhos humanos. Invisível, pois ela começa a operar-se no coração e na mentalidade da pessoa. Visível, porque esta transformação deve manifestar-se no seu dia-a-dia, na convivência e no comportamento. Diz uma moderna lei da publicidade, perfeitamente aplicável à vida cristã, que “aquilo que não aparece não existe”. É o que chamamos de testemunho de vida. Para o seguidor de Jesus, esta transformação significa ter o mesmo rosto de Jesus: “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35) (DAp 138).

3. Ser santo é ser missionário. Por paradoxal pareça ser, ao falar em “transformação interior”, estamos mencionando a atitude de Jesus que vive “saindo ao encontro das pessoas: “Jesus saiu ao encontro de pessoas em situações muito diferentes: homens e mulheres, pobres e ricos, judeus e estrangeiros, justos e pecadores... convidando-os a segui-los. Hoje, segue convidando a encontrar n’Ele o amor do Pai. “Por isto mesmo, o discípulo missionário há de ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente aos pobres e pecadores” (DAp 147).

4. O único caminho para a santidade. Superando um certo conceito intimista e pietista de santidade ainda muito presente entre os católicos, o DAp mostra que é participando da missão de Mestre que o discípulo alcança a santidade: “Ao participar desta missão, o discípulo caminha para a santidade. Vive-la na missão o conduz ao coração do mundo. Por isso, a santidade não é uma fuga para o intimismo ou para o individualismo religioso, muito menos um abandono da realidade urgente dos grandes problemas econômicos, sociais e políticos da América Latina e do mundo e, muito menos, uma fuga da realidade para um mundo exclusivamente espiritual” (DAp. 148).

Alimentado pela mesma certeza que animava São Paulo a respeito dos Colossenses, repito a cada um de dos meus amados leitores e leitoras: “E, com alegria, daí graças ao Pai que vos tornou dignos de participar da herança dos santos, na luz” (Cl 1,1-12). E que Maria, nossa Santa Mãe, acompanhe com sua presença amorosa, nossa peregrinação rumo à autêntica santidade!

A todos o abraço fraterno do irmão e servidor em Cristo,

Pe.José Gilberto Beraldo
Equipe sacerdotal do GEN




sábado, 26 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

EU USO SACOLA RETORNÁVEL, PORQUE A TERRA NÃO É DESCARTÁVEL!





O Movimento de Cursilhos de Cristandade de Conceição do Coité, através do Núcleo de Educação está desenvolvendo o Projeto Eu uso sacola retornável, porque a terra não é descartável! Com o objetivo de substituir as sacolas plásticas de pão por uma sacola retornável e altamente higiênica, confeccionada com tecido PET, favorecendo assim a diminuição do lixo em nossa cidade. Sabemos que somos grandes consumidores das sacolas plásticas e que as mesmas levam até 450 anos para ser degrada pelo ambiente, pensando nisso é que estamos desenvolvendo o projeto a fim de minimizar esse problema, favorecendo a população Coiteense um modelo educativo de combate aos desgastes enfrentados pelo ambiente, trocando a utilização de sacolas plásticas por sacolas retornáveis.

As sacolas de pão poderão ser encontradas na Secretaria Paroquial, Criações Freitas, Sport e Cia ou através dos membros do Movimento de Cursilhos. O lucro recolhido com a venda das sacolas será utilizado na confecção de mais sacolas e na manutenção do Projeto Decolores.

Faça parte desse projeto, junte-se a nós, pois, a soma destas pequenas ações é que farão a diferença na preservação do nosso planeta.


Núcleo de Educação do Movimento de Cursilhos
Setor Diocesano de Conceição do Coité